Tai Chi Chuan e Contorcionismo foram dois temas conversados e praticados, neste mês de maio, entre os Colaboradores do Hospital Espanhol.
A semana de 15 de maio foi dedicada aos profissionais de Enfermagem e de Serviço Social do quadro de assistência do Hospital Espanhol que continua a funcionar como um Centro de Tratamento para a Covid, sob a gestão do INTS. Dos 80 leitos disponíveis, cerca de 52% se mantêm ocupado.
O mês de maio é recheado de datas institucionais comemorativas para profissionais de saúde: Dia do Enfermeiro (12), Dia do Assistente Social (15) e Dia do Técnico de Enfermagem (20). O HE unificou a celebração das categorias, cuidando destes profissionais por quatro dias seguidos com uma vasta e diversificada programação. Os cuidados com o corpo e a mente foram abordados nas sessões de Tai Chi Chuan e de Contorcionismo.
A manhã do dia 16 de maio não foi de chuva e choveu relaxamento ao ar livre, no pátio superior externo do HE com vista para o mar. Um grupo com cerca de 20 colaboradores permitiu-se fazer uma sessão de Tai Chi Chuan, sob as instruções da Terapeuta Integrativa Isa Machado que é especialista em Medicina Tradicional Chinesa (MTC).
“Participar desta Semana da Enfermagem e da Assistência Social no Hospital Espanhol, conduzindo uma aula de Tai Chi para profissionais de saúde, permitiu-me confirmar o quanto é preciso cuidar de quem cuida! Esta atividade meditativa, de baixo impacto, libera tensões, alivia dores, promove bem-estar físico e mental e o autoconhecimento. Todos estes benefícios, a partir da realização de movimentos que não preconizam o uso da força muscular, com foco na respiração consciente e no movimento realizado naquele momento presente” – explicou a instrutora Isa Machado.
Liz Rocha é Analista Administrativa no HE, tem 30 anos, ainda não conhecia a prática de Tai Chi Chuan, e experimentou a aula: “Foi um ótimo momento para descontração e integração da equipe, além do laboral. Eu senti um alívio do estresse e da tensão muscular. E pude conhecer uma prática para meditação e relaxamento. O HE nos ter proporcionado esta vivência foi engrandecedor, torna o dia mais produtivo. Espero que tenha a continuidade desta prática por aqui.”
Contorcionismo do corpo para aliviar o “contorcionismo mental”
O estresse, o trabalho sob tensão e a pressão da área de saúde, principalmente nas Unidades de Tratamentos Intensivos, são fatores que interferem no mental e no físico, na mente e no corpo dos profissionais assistenciais. E seguindo a linha de cuidar de quem cuida, bem INTS de ser e gerir, que foram realizadas as atividades desta Semana tão especial no Hospital Espanhol.
Depois do Tai Chi Chuan, foi a vez de práticas circenses, no dia 18 de maio, com a artista contorcionista Lua Barbosa que também é professora de química, no Ensino Médio. “Minhas atividades profissionais não são nada relacionadas entre si, mas acredito que o ser humano tem a capacidade de se autocompletar. Vocês também exercem vários papéis no campo profissional. E estar aqui, nesta Semana, está sendo um prazer. Poder contribuir um pouco para a qualidade de ser de cada um. Poder agradecer por um serviço lindo que prestam, cuidando do outro. Afinal, todo mundo precisa de um enfermeiro um dia” – comentou a artista e professora Lua.
É claro que os profissionais de saúde não praticaram de maneira intensa o contorcionismo, mas tiveram a oportunidade de admirar e relaxar com a bela apresentação. Alguns colaboradores arriscaram praticar movimentos de equilíbrio com cuidado, suavidade e responsabilidade, apoiados por Lua Barbosa. Experimentaram movimentos físicos de contorcionismo, associando-os ao contorcionismo da rotina intensa de assistência na área de saúde. Onde existem muitos papéis, muitas ações com rapidez, precisão e foco na atuação. Esta foi uma das propostas da Apresentação Circense na Semana da Enfermagem e da Assistência Social do Hospital Espanhol.
Médico dermatologista Dr. Lourenço Azevedo alerta população que diagnóstico atrasado pode transformar procedimento pequeno em uma abordagem mais complexa da doença
Os recordes históricos das altas temperaturas registradas, no último mês de dezembro, marcaram o início da estação climática mais aguardada pelos brasileiros: o verão. Os registros iniciais confirmam que os termômetros ficarão aquecidos até o até o início do outono, ou seja, período que deve ser mantido o alerta para os cuidados à prevenção do câncer de pele, enfermidade que segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Dermatologia representa aproximadamente 30% de todos os diagnósticos oncológicos, com mais de 220 mil novos casos anuais.
O uso diário de protetor solar, a reaplicação ao longo do dia, o emprego de barreiras físicas — como chapéus e roupas com proteção ultravioleta — e a evitação da exposição solar entre 10h e 16h seguem sendo medidas essenciais, sobretudo em um período marcado visitação de praias, a utilização de piscinas, a prática de esportes ao ar livre e o lazer sob o sol, quando a incidência dos raios ultravioleta é mais intensa e constante.
De acordo com o médico dermatologista e tricologista. Dr. Lourenço Azevedo (CRM 166292/SP), no Brasil, os registros que indicam câncer de pele apontam para três tipos da enfermidade: Carcinoma basocelular (CBC), Carcinoma espinocelular (CEC) e o Melanoma. O especialista destaca que o CBC é o tipo mais frequente entre os brasileiros e costuma surgir em áreas muito expostas ao sol, como rosto, orelhas e pescoço.
“Trata-se de um câncer que geralmente cresce devagar e tem baixo potencial de metástase, mas pode causar grandes deformidades locais caso não seja tratado a tempo. Muitas vezes aparece como uma “feridinha que não cicatriza”, uma pápula brilhante ou rosada”, destaca. “Já o CEC tem o risco maior de invadir tecidos profundos e, em alguns casos, de se espalhar para linfonodos. Lesões endurecidas, avermelhadas, com crosta ou que sangram com facilidade merecem atenção”, acrescenta.
Em relação ao tipo Melanoma, o médico alerta que é o tumor mais grave da pele, sendo que responde pela maior parte das mortes. “Ele pode aparecer como um novo sinal ou como uma mudança em uma pinta já existente. Assimetria, bordas irregulares, mudança de cor, diâmetro maior que 6 mm e evolução rápida são sinais de alerta. O diagnóstico precoce faz toda a diferença — quando descoberto no início, as taxas de cura são muito altas”, explica o Dr. Lourenço Azevedo.
Embora o sol seja o principal agente causador de um câncer de pele, outros fatores também aumentam o risco. O especialista destaca que é importante ter conhecimento sobre o histórico familiar ao melanoma, cuidados redobrados às pessoas de pele clara, olhos claros, cabelo ruivo ou loiro, que queimam com facilidade, a presença de muitas pintas ou nevos atípicos, entre outros alertas.
“A consulta dermatológica é fundamental, porquê muitos cânceres de pele passam despercebidos pelo paciente nos estágios iniciais, período quando a chance de cura é maior. O dermatologista faz o chamado exame de corpo inteiro, identifica lesões suspeitas, acompanha pintas e orienta medidas preventivas personalizadas. Além disso, pode realizar a dermatoscopia, que aumenta muito a precisão do diagnóstico”, ressalta o médico.
É importante frisar que quanto mais cedo a alteração é identificada, maiores são as chances de tratamento simples e cura.“O diagnóstico atrasado pode transformar um procedimento pequeno em uma abordagem mais complexa. A prevenção é sempre mais simples, mais segura e menos custosa do que o tratamento de uma doença avançada”, finaliza o especialista que orienta que a população em geral deve visitar o consultório médico anualmente e as pessoas de risco aumentado a cada seis meses.
Pesquisa publicada na Revista Brasileira de Ortopedia avalia técnica que reconstrói ligamentos sem agredir áreas de crescimento e oferece estabilidade do joelho a pacientes jovens
Um estudo conduzido por especialistas brasileiros em ortopedia projeta novos caminhos para o tratamento da instabilidade patelar em crianças e adolescentes, condição que provoca deslocamentos recorrentes da rótula e afeta mobilidade, autonomia e participação social.
Entre os autores da pesquisa está o ortopedista Dr. Maurício Armede, referência nacional ortopedia e traumatologia e um dos nomes mais atuantes na consolidação de técnicas seguras para pacientes pediátricos.
A investigação, divulgada na Revista Brasileira de Ortopedia, avaliou uma abordagem cirúrgica desenhada especificamente para crianças e jovens ainda em desenvolvimento ósseo, um desafio histórico da ortopedia. O método combina a reconstrução do ligamento patelofemoral medial com o ligamento patelotibial medial, estruturas fundamentais para impedir o deslocamento da patela. A técnica evita perfurações ósseas e reduz o risco de dano às cartilagens de crescimento, responsáveis pelo desenvolvimento do membro ao longo da infância e adolescência.
O procedimento utiliza o tendão semitendíneo como enxerto e é realizado por pequenas incisões com apoio de radioscopia, o que reduz agressões à articulação.
Para o Dr. Maurício Armede, a preservação do crescimento é um pilar ético e técnico no atendimento pediátrico. “O objetivo é estabilizar a patela sem comprometer o crescimento. Essa técnica permite alcançar esse equilíbrio”, explica o ortopedista, que acompanha casos de instabilidade recidivante e observa impactos físicos e emocionais significativos em pacientes jovens.
O estudo monitorou sete pacientes, com idade média de 11 anos e histórico de múltiplos episódios de luxação da patela. Após 12 meses de acompanhamento clínico, nenhum deles apresentou recidiva. A pesquisa registrou melhora na mobilidade, evolução dos escores funcionais internacionais e desaparecimento completo do sinal de apreensão, marcador clássico da instabilidade patelar. O desempenho sugere que estabilizar o joelho em idade escolar pode evitar afastamentos de atividades físicas e reduzir limitações sociais associadas à dor e insegurança na marcha.
Os autores avaliam que a reconstrução combinada dos ligamentos pode se consolidar como alternativa segura e eficiente, inclusive em crianças que apresentam características anatômicas predisponentes.
A equipe reforça que o acompanhamento médico continua indispensável até o término do crescimento ósseo, já que alguns casos podem demandar novas intervenções com o avanço da adolescência.
Ao participar da pesquisa, o Dr. Armede reafirma a contribuição científica brasileira para a ortopedia pediátrica, área em que a oferta de técnicas adaptadas ao crescimento ainda é restrita. O estudo reforça que estabilizar o joelho significa devolver locomoção, segurança, confiança e qualidade de vida, elementos que interferem diretamente na socialização e no desenvolvimento saudável na infância.
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