Depois das festas de fim de ano, muitas pessoas sentem os efeitos dos excessos alimentares, consumo de álcool e noites mal dormidas. O fígado, responsável pela filtragem de toxinas no corpo, é um dos órgãos mais sobrecarregados nesse período. A Dra. Aniely D’Agostino, PhD em Naturopatia Clínica e especialista em Saúde Intestinal Integrativa, compartilha 10 dicas para desintoxicar o fígado de maneira saudável e eficiente.
10 dicas para desintoxicar o fígado
1. Beba mais água:
A hidratação é essencial para ajudar o fígado a eliminar toxinas. “Tomar água ao longo do dia, especialmente com limão em jejum, pode estimular a produção de bile e facilitar a digestão.”
2. Inclua verduras de folhas verdes:
Alimentos como rúcula, espinafre e agrião são ricos em clorofila, que ajuda a eliminar toxinas e reduzir a sobrecarga no fígado.
3. Aposte no brócolis e couve-flor:
“Esses vegetais crucíferos contêm compostos que ativam as enzimas do fígado responsáveis pela desintoxicação.”
4. Use cúrcuma em suas refeições:
A cúrcuma, ou açafrão-da-terra, possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que ajudam na regeneração das células hepáticas.
5. Invista na saúde intestinal:
“O fígado e o intestino estão conectados , então, o bom funcionamento do intestino interfere diretamente na saúde hepática . Sempre mantenha o intestino saudável para uma ampla microbiota em dia com probióticos e probióticos”.
6. Evite alimentos inflamatórios:
Álcool, açúcares refinados e frituras devem ser minimizados para reduzir a carga de trabalho do fígado.
7. Consuma alimentos ricos em fibras:
Fibras encontradas em aveia, sementes de chia e frutas como maçã ajudam a eliminar toxinas pelo trato intestinal, diminuindo a sobrecarga do fígado.
8. Considere suplementos naturais:
“Suplementos como silimarina (presente no cardo-mariano) e glutationa podem proteger e regenerar o fígado, mas devem ser usados sob orientação profissional.”
9. Pratique exercícios físicos leves:
Atividades como caminhadas e ioga estimulam a circulação sanguínea e auxiliam no processo de desintoxicação natural do corpo.
10. Priorize o sono:
Enquanto dormimos, o corpo realiza processos essenciais de reparação e desintoxicação. “Garanta pelo menos 7 a 8 horas de sono por noite para apoiar a saúde do fígado.”
A desintoxicação como ponto de partida
Dra. Aniely ressalta que essas dicas não são apenas medidas pontuais, mas podem ser adotadas como parte de uma rotina saudável. “Desintoxicar o fígado após os excessos é importante, mas o ideal é transformar essas práticas em hábitos que sustentem a saúde ao longo do ano.”
Com essas 10 estratégias, é possível restaurar o equilíbrio do organismo, reduzir o cansaço e começar o ano com mais energia e vitalidade. “Cuidar do fígado é cuidar do corpo inteiro, e pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença”, conclui Dra. Aniely D’Agostino.
Médico dermatologista Dr. Lourenço Azevedo alerta população que diagnóstico atrasado pode transformar procedimento pequeno em uma abordagem mais complexa da doença
Os recordes históricos das altas temperaturas registradas, no último mês de dezembro, marcaram o início da estação climática mais aguardada pelos brasileiros: o verão. Os registros iniciais confirmam que os termômetros ficarão aquecidos até o até o início do outono, ou seja, período que deve ser mantido o alerta para os cuidados à prevenção do câncer de pele, enfermidade que segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Dermatologia representa aproximadamente 30% de todos os diagnósticos oncológicos, com mais de 220 mil novos casos anuais.
O uso diário de protetor solar, a reaplicação ao longo do dia, o emprego de barreiras físicas — como chapéus e roupas com proteção ultravioleta — e a evitação da exposição solar entre 10h e 16h seguem sendo medidas essenciais, sobretudo em um período marcado visitação de praias, a utilização de piscinas, a prática de esportes ao ar livre e o lazer sob o sol, quando a incidência dos raios ultravioleta é mais intensa e constante.
De acordo com o médico dermatologista e tricologista. Dr. Lourenço Azevedo (CRM 166292/SP), no Brasil, os registros que indicam câncer de pele apontam para três tipos da enfermidade: Carcinoma basocelular (CBC), Carcinoma espinocelular (CEC) e o Melanoma. O especialista destaca que o CBC é o tipo mais frequente entre os brasileiros e costuma surgir em áreas muito expostas ao sol, como rosto, orelhas e pescoço.
“Trata-se de um câncer que geralmente cresce devagar e tem baixo potencial de metástase, mas pode causar grandes deformidades locais caso não seja tratado a tempo. Muitas vezes aparece como uma “feridinha que não cicatriza”, uma pápula brilhante ou rosada”, destaca. “Já o CEC tem o risco maior de invadir tecidos profundos e, em alguns casos, de se espalhar para linfonodos. Lesões endurecidas, avermelhadas, com crosta ou que sangram com facilidade merecem atenção”, acrescenta.
Em relação ao tipo Melanoma, o médico alerta que é o tumor mais grave da pele, sendo que responde pela maior parte das mortes. “Ele pode aparecer como um novo sinal ou como uma mudança em uma pinta já existente. Assimetria, bordas irregulares, mudança de cor, diâmetro maior que 6 mm e evolução rápida são sinais de alerta. O diagnóstico precoce faz toda a diferença — quando descoberto no início, as taxas de cura são muito altas”, explica o Dr. Lourenço Azevedo.
Embora o sol seja o principal agente causador de um câncer de pele, outros fatores também aumentam o risco. O especialista destaca que é importante ter conhecimento sobre o histórico familiar ao melanoma, cuidados redobrados às pessoas de pele clara, olhos claros, cabelo ruivo ou loiro, que queimam com facilidade, a presença de muitas pintas ou nevos atípicos, entre outros alertas.
“A consulta dermatológica é fundamental, porquê muitos cânceres de pele passam despercebidos pelo paciente nos estágios iniciais, período quando a chance de cura é maior. O dermatologista faz o chamado exame de corpo inteiro, identifica lesões suspeitas, acompanha pintas e orienta medidas preventivas personalizadas. Além disso, pode realizar a dermatoscopia, que aumenta muito a precisão do diagnóstico”, ressalta o médico.
É importante frisar que quanto mais cedo a alteração é identificada, maiores são as chances de tratamento simples e cura.“O diagnóstico atrasado pode transformar um procedimento pequeno em uma abordagem mais complexa. A prevenção é sempre mais simples, mais segura e menos custosa do que o tratamento de uma doença avançada”, finaliza o especialista que orienta que a população em geral deve visitar o consultório médico anualmente e as pessoas de risco aumentado a cada seis meses.
Pesquisa publicada na Revista Brasileira de Ortopedia avalia técnica que reconstrói ligamentos sem agredir áreas de crescimento e oferece estabilidade do joelho a pacientes jovens
Um estudo conduzido por especialistas brasileiros em ortopedia projeta novos caminhos para o tratamento da instabilidade patelar em crianças e adolescentes, condição que provoca deslocamentos recorrentes da rótula e afeta mobilidade, autonomia e participação social.
Entre os autores da pesquisa está o ortopedista Dr. Maurício Armede, referência nacional ortopedia e traumatologia e um dos nomes mais atuantes na consolidação de técnicas seguras para pacientes pediátricos.
A investigação, divulgada na Revista Brasileira de Ortopedia, avaliou uma abordagem cirúrgica desenhada especificamente para crianças e jovens ainda em desenvolvimento ósseo, um desafio histórico da ortopedia. O método combina a reconstrução do ligamento patelofemoral medial com o ligamento patelotibial medial, estruturas fundamentais para impedir o deslocamento da patela. A técnica evita perfurações ósseas e reduz o risco de dano às cartilagens de crescimento, responsáveis pelo desenvolvimento do membro ao longo da infância e adolescência.
O procedimento utiliza o tendão semitendíneo como enxerto e é realizado por pequenas incisões com apoio de radioscopia, o que reduz agressões à articulação.
Para o Dr. Maurício Armede, a preservação do crescimento é um pilar ético e técnico no atendimento pediátrico. “O objetivo é estabilizar a patela sem comprometer o crescimento. Essa técnica permite alcançar esse equilíbrio”, explica o ortopedista, que acompanha casos de instabilidade recidivante e observa impactos físicos e emocionais significativos em pacientes jovens.
O estudo monitorou sete pacientes, com idade média de 11 anos e histórico de múltiplos episódios de luxação da patela. Após 12 meses de acompanhamento clínico, nenhum deles apresentou recidiva. A pesquisa registrou melhora na mobilidade, evolução dos escores funcionais internacionais e desaparecimento completo do sinal de apreensão, marcador clássico da instabilidade patelar. O desempenho sugere que estabilizar o joelho em idade escolar pode evitar afastamentos de atividades físicas e reduzir limitações sociais associadas à dor e insegurança na marcha.
Os autores avaliam que a reconstrução combinada dos ligamentos pode se consolidar como alternativa segura e eficiente, inclusive em crianças que apresentam características anatômicas predisponentes.
A equipe reforça que o acompanhamento médico continua indispensável até o término do crescimento ósseo, já que alguns casos podem demandar novas intervenções com o avanço da adolescência.
Ao participar da pesquisa, o Dr. Armede reafirma a contribuição científica brasileira para a ortopedia pediátrica, área em que a oferta de técnicas adaptadas ao crescimento ainda é restrita. O estudo reforça que estabilizar o joelho significa devolver locomoção, segurança, confiança e qualidade de vida, elementos que interferem diretamente na socialização e no desenvolvimento saudável na infância.
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