As multas da Receita Federal já superam R$ 68 milhões e estão previstas visitas de representantes da ABILUMI a unidades da Receita Federal no Sul do país
A sonegação de impostos é um dos obstáculos centrais para o ambiente de negócios nacional e afeta diversos setores, incluindo o segmento de iluminação e seu crescente mercado de luminárias e equipamentos LED que, de 2020 a 2022, só no âmbito das importações, movimentou mais de R$ 6,5 bi no Brasil. Para enfrentar esse desafio, a Receita Federal do Brasil (RFB) iniciou em 2017 a Operação Lúmen, com intuito, justamente, de combater irregularidades nos processos de importação de lâmpadas, dispositivos e acessórios LED.
Ao longo da operação – que conta com apoio e contínuo acompanhamento da ABILUMI (Associação Brasileira de Fabricantes e/ou Importadores de Produtos de Iluminação) – 3.512 autuações por importação fraudulenta foram emitidas pela RFB, com multas que superam R$ 68 milhões.
As fraudes identificadas ocorrem, sobretudo, na indicação de valores inferiores aos importados pelas empresas nas Declarações de Importação (DI). Com isso, a incidência de impostos sobre os produtos é menor, fato que gera enormes prejuízos para a arrecadação tributária brasileira e desequilibra a concorrência no mercado de LED, uma vez que a precificação dos itens para o consumidor final diminui expressivamente a partir de uma base de cálculo fiscal irregular e subfaturada.
Outro risco são os equipamentos importados sem a devida certificação do INMETRO – também de menor custo, mas que não trazem garantias acerca da durabilidade, qualidade e segurança para os consumidores, haja vista que os padrões técnicos aplicados no Brasil não foram devidamente atestados.
“As importações de lâmpadas e luminárias LED vem sofrendo muito com práticas desleais de importadores, que acabam por subfaturar os produtos que importam, gerando uma concorrência desleal para com as empresas cumpridoras de suas obrigações, como também lesando o Fisco, que deixa de arrecadar os impostos corretos. Nesse sentido, a Operação Lúmen, no decorrer de seus 6 anos, merece reconhecimento e apoio do setor por ampliar o rigor da fiscalização aduaneira em um mercado que deve continuar crescendo com solidez hoje e no futuro”, comenta Georges Blum, Presidente Executivo da ABILUMI.
Autuações e Apreensões
Uma fraude comum no mercado de lâmpadas e luminárias LED envolve a subnotificação dos valores importados pelas empresas. A título de exemplo, se o valor de um produto é USD 1,00 e o importador declara USD 0,20, a diferença estará na sonegação da cadeia de impostos sobre USD 0,80 (1,00 – $0,20).
Neste cenário, cálculos da ABILUMI estimam que o percentual de impostos pagos não chega a 30% do custo real das importações – esse impacto pode ser ainda maior, uma vez que já foram identificadas Declarações de Importação com apenas 10% do valor real do produto.
Para combater a sonegação, o CORAD (Coordenação Especial de Gestão de Riscos Aduaneiros) – órgão de inteligência da Receita Federal – recebe e analisa denúncias e encaminha aos Auditores nos portos e aeroportos brasileiros. Nesses locais, os auditores checam as mercadorias, bem como os documentos de importações com suspeitas de fraudes.
Desde o início da Operação Lúmen, a Receita Federal já apreendeu produtos de 26 Declarações de Importação, nas quais foram relatados valores de R$ 2,6 milhões no total. Tomando como base o exemplo acima, é possível estimar que esses produtos deveriam ser declarados por aproximadamente R$ 13 milhões. Com isso, a sonegação de impostos estaria na casa de R$ 3,9 milhões.
Até o momento, a grande maioria das fraudes ocorreu na cadeia de importações de LED a partir dos portos de Santa Catarina – importante centro para o comércio internacional brasileiro que, em 2022, registrou o maior fluxo comercial de sua história, com uma soma de US$ 41 bilhões entre exportações e importações.
“O trabalho da Receita Federal, vem sendo muito bem coordenado pelo CORAD, no tocante ao recebimento e processamento das denúncias relacionadas a fraudes aduaneiras. O órgão tem mostrado bastante envolvimento com o tema, realizando uma análise nacional acerca das unidades da Receita Federal que mais recebem estes produtos de forma ilegal, com a inserção de alertas junto aos sistemas da RFB, para que os auditores espalhados pelo país possam ter mais atenção ao lidarem com Declarações de Importações de produtos com suspeitas de fraudes”, explica Georges Blum.
Os impactos das fraudes e das práticas irregulares no mercado de luminárias e lâmpadas LED
Do ponto de vista macroeconômico, por exemplo, a sonegação é um dos instrumentos utilizados para desequilibrar os níveis de concorrência no mercado e gera competição desleal para as empresas que cumprem com suas obrigações junto ao Fisco.
Há também um claro prejuízo para os cofres públicos que, aliás, tem na evasão fiscal um dos principais desafios para a arrecadação tributária: em 2022, mais de 626 bilhões de impostos foram sonegados no Brasil, de acordo com cálculos do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).
Finalmente, sobram impactos para os consumidores, que devem ficar atentos para produtos importados sem a presença de selos do INMETRO que põe em risco sua segurança, podem consumir mais energia e oferecer menor qualidade e durabilidade. É o que explica o Presidente Executivo da ABILUMI.
“Além dos prejuízos financeiros trazidos ao setor e ao Fisco, muitos dos produtos do mercado de LED, para ingressarem no nosso país, necessitam, obrigatoriamente, da certificação do INMETRO para assegurar seus desempenhos e a segurança dos consumidores, sendo certo que alguns itens trazidos por importadores desleais não são certificados pela agência reguladora, colocando assim os consumidores em risco. Ou seja: somente os importadores ilegais ganham com as fraudes. Na outra ponta, perde toda a sociedade”, aponta Georges Blum.
Nesse sentido, o Presidente Executivo da ABILUMI alerta ainda que itens com preços muito menores do que os praticados no mercado oferecem indícios de desvios fiscais que, por sua vez, podem comprometer a continuidade no mercado de empresas sérias e a consequente geração de empregos no segmento de produtos de LED.
Para cumprir com seu objetivo central de defender os interesses das empresas atuantes no segmento de importação e distribuição de produtos de iluminação, a ABILUMI vem atuando lado a lado da Receita Federal para alinhar práticas e prestar informações de mercado que possam contribuir com o trabalho desenvolvido pelo Fisco.
“Os resultados da Operação Lúmen têm sido animadores e se intensificam com o passar dos anos. Para as próximas etapas, estão previstas visitas presenciais dos representantes da ABILUMI a algumas unidades da Receita Federal – principalmente da região Sul do país – onde estima-se que atualmente as possíveis fraudes ocorram com maior frequência. Há também expectativas para um rigor ainda maior da fiscalização, sendo que os impactos sobre as importações ilegais serão sentidos na pele (e no bolso) daqueles que tanto prejudicam o setor e a sociedade”, analisa Georges Blum.
O Presidente Executivo da ABILUMI frisa, no entanto, alguns desafios importantes, como a necessidade de aumento do efetivo da Receita Federal para os processos de fiscalização, importância da informatização dos dados sobre as importações brasileiras – a partir, por exemplo, da retomada de sistemas como o SISCORI, que organizava e disponibilizava com transparência informações aduaneiras para a sociedade – e de um estreitamento ainda maior das relações entre o Fisco e a ABILUMI.
São passos fundamentais para o mercado de luminárias e lâmpadas LED, que trouxe uma série de mudanças positivas, maiores índices de sustentabilidade nos modelos de iluminação aplicados no país e que, globalmente, deve movimentar mais de US$ 264 bilhões até 2029.
“A melhor forma de combater as fraudes aduaneiras, sem dúvidas, se dá por meio da união de esforços entre Governo e sociedade civil organizada. Isso já vem ocorrendo, e pelo que percebemos, será cada vez mais aprimorado”, conclui Georges Blum.
O envelhecimento da população e as mudanças na estrutura familiar têm ampliado a busca por alternativas de cuidado que garantam atenção à saúde, estímulo à autonomia e qualidade de vida para pessoas idosas. Especialistas apontam que residenciais voltados à terceira idade podem contribuir para o bem-estar físico, cognitivo e social ao oferecer acompanhamento contínuo e atividades direcionadas às necessidades desse público.
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Dentro desse cenário, o Residencial Vida para Idosos, localizado no bairro do Tucuruvi, na Zona Norte de São Paulo, desenvolve ao longo de 2026 um planejamento focado no aprimoramento da qualidade assistencial e na ampliação de práticas voltadas ao cuidado individualizado. A iniciativa acompanha o aumento da demanda por residenciais para idosos na capital paulista.
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Segundo a administradora Cilmara S. Sampaio, uma das prioridades neste ano é fortalecer ações que promovam segurança, bem-estar e estímulo à saúde dos residentes. Entre as medidas adotadas estão atividades voltadas ao desenvolvimento físico, cognitivo e social, com atenção à individualidade e à história de vida de cada residente.
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Entre outras metas do planejamento em andamento em 2026, estão investimentos em infraestrutura, capacitação e fortalecimento da equipe multidisciplinar, além da adoção de tecnologias que auxiliam no acompanhamento da saúde e na organização dos cuidados. As ações integram um planejamento estratégico voltado à melhoria contínua da assistência.
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De acordo com a administração do Residencial Vida, a evolução da procura por residenciais para idosos em São Paulo exige preparo constante. A estratégia adotada envolve qualificação profissional, revisão de processos internos e alinhamento às boas práticas no cuidado com a população idosa.
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Dentro da proposta de atendimento humanizado, a instituição reforça iniciativas voltadas à autonomia, ao estímulo cognitivo, à socialização e ao acolhimento. “Nosso compromisso é manter a humanização e a qualidade do cuidado, priorizando segurança, conforto e qualidade de vida”, afirma Cilmara S. Sampaio.
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Mais informações sobre o Residencial Vida para Idosos podem ser acompanhadas pelo Instagram @residdencialvida e pelo Facebook residencialvida. O atendimento também está disponível pelo telefone (11) 2950-5222. A unidade está localizada na Rua do Tramway, 1000, no Tucuruvi, em São Paulo.
Por Fabrício Macias, co-fundador e VP de Marketing da Macfor
O movimento Janeiro Seco vem ganhando tração inédita no Brasil em 2026, deixando de ser apenas uma campanha pontual de redução do consumo de álcool para se consolidar como um sinal claro de mudança estrutural de comportamento. O que antes era visto como um “desafio de 30 dias” passa a expressar um novo estilo de vida, especialmente entre jovens-adultos urbanos, de maior poder aquisitivo, conectados a performance, bem-estar e produtividade.
Os números confirmam a virada. Em 2025, 64% dos brasileiros declararam não consumir álcool, contra 55% em 2023. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a abstinência saltou de 46% para 64% em apenas dois anos. Na faixa etária de 25 a 34 anos, o avanço foi de 47% para 61%. O crescimento é ainda mais expressivo entre consumidores com ensino superior, moradores de capitais e das classes A/B, o público mais valioso para as marcas, com influência cultural e poder para ditar tendências.
Esse recorte é estratégico para as marcas porque não se trata de um comportamento associado à restrição, problema de saúde ou abstinência forçada. Pelo contrário: a escolha por beber menos ou não beber está cada vez mais conectada a autocontrole, estética, alta performance, foco mental e construção de uma imagem social aspiracional. É o consumo como expressão de identidade.
Ao mesmo tempo, o mercado ainda oferece poucas respostas à altura dessa transformação. A maior parte das alternativas zero álcool permanece concentrada em cervejas sem álcool, com baixo nível de inovação, diferenciação funcional e storytelling de marca. Surge, então, uma oportunidade concreta de criação de categoria. É nesse espaço que despontam os Ready to Drink (RTDs) funcionais zero álcool: bebidas prontas que combinam conveniência, benefícios ativos e posicionamento alinhado ao lifestyle contemporâneo de saúde, eficiência e praticidade. Não são apenas substitutos do álcool, mas soluções para múltiplas ocasiões de consumo.
No território da performance física, entram os RTDs proteicos, voltados ao pós-treino e à recuperação muscular, resolvendo a equação entre nutrição e conveniência. Já no campo da produtividade e da vida profissional, ganham força bebidas com cafeína, compostos cognitivos e nootrópicos, que oferecem foco e energia sem os efeitos colaterais do álcool. E, para o bem-estar integral, surgem formulações com adaptógenos, botânicos e ingredientes funcionais que prometem relaxamento, clareza mental e equilíbrio, tudo isso sem ressaca, sem culpa e sem ruptura com a rotina.
A categoria de RTDs, de forma ampla, já demonstra vitalidade. Coquetéis prontos, cafés gelados, chás, energéticos naturais e shakes funcionais ocupam cada vez mais espaço nas gôndolas e nos momentos de consumo. O apelo está na combinação de três vetores centrais para a Geração Z e os jovens millennials de classe A/B: performance, saúde e praticidade.
Além disso, o contexto cultural favorece. A valorização das experiências sobre os bens materiais, o crescimento de atividades ao ar livre, o desejo por “detox” digital e a busca por pequenas recompensas cotidianas reforçam a demanda por produtos que entreguem prazer, funcionalidade e status simbólico. As bebidas funcionais zero álcool passam a ocupar o lugar do drink em situações sociais, profissionais e de lazer, mantendo o ritual e a sofisticação, mas com outro propósito.
As marcas que construírem presença nesse segmento agora vão encontrar um público em franca expansão, especialmente entre consumidores Gen Z de classe A/B que buscam soluções que unam conveniência, desempenho físico e mental, e escolhas mais conscientes. Trata-se de construir uma nova lógica de consumo, onde o “beber” deixa de ser sinônimo de álcool e passa a representar funcionalidade, autocuidado e identidade.
*Artigo elaborado com base em informações do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), InsightAce Analytic e da consultoria WGSN
Com uma trajetória sólida de mais de seis anos na companhia, marcada por resultados consistentes, reconhecimentos relevantes e forte alinhamento aos valores de Trabalho, Respeito, Credibilidade e Amor de Dono, Socorro Viana assume a nova Diretoria de Gente & Gestão da Cialne. Ela se torna a primeira mulher a ocupar o cargo na companhia de alimentos.
No último ano de 2025, à frente das iniciativas de Gente & Gestão e em parceria com os times, Socorro liderou entregas estratégicas que contribuíram para o alcance de metas e para importantes reconhecimentos institucionais, consolidando a Cialne como referência no mercado. Entre as conquistas, destacam-se o Prêmio Pessoas Conectadas, do Stratws One; o Prêmio Empresas que Cuidam, da Unimed Fortaleza; e o 5º lugar no ranking das Melhores Empresas para Trabalhar no Ceará, pela GPTW Brasil.
“Assumir a Diretoria de Gente & Gestão é, para mim, dar continuidade a uma construção feita a muitas mãos. Nosso foco é fortalecer a cultura, cuidar das pessoas e criar um ambiente onde cada colaborador se sinta ouvido, valorizado e preparado para crescer junto com a Cialne. As práticas de gestão de pessoas são fundamentais nesse caminho, porque é no diálogo, no desenvolvimento e no cuidado diário que construímos relações de confiança.”, afirma Socorro Viana, Diretora de Gente & Gestão da Cialne.
A criação da nova Diretoria de Gente & Gestão reforça o compromisso da Cialne com a valorização das pessoas, o fortalecimento da cultura organizacional e a evolução contínua dos processos de gestão, em sintonia com os desafios do negócio e a estratégia de crescimento sustentável da companhia.
SOBRE A CIALNE
Com quase 60 anos de história, a Cialne é referência no setor de alimentos nas regiões Norte e Nordeste e, recentemente, também no Sudeste, após a aquisição da Granja São José, em São Paulo. A companhia é líder na avicultura, fornecendo a genética Aviagen Ross® e atuando na produção e comercialização de ovos férteis, pintinhos de um dia e frangos de corte. Além disso, opera na agroindústria, produzindo rações para aves e bovinos.
Atualmente, a empresa conta com cerca de 1.227 colaboradores diretos, distribuídos em Fortaleza e Região Metropolitana (Aquiraz, Guaiúba, Paracuru, Paraipaba, Maranguape e São Gonçalo do Amarante), além dos grandes mapas de produção nas unidades de Ubajara e, recentemente, Pentecoste, ao investir cerca de R$ 54 milhões e gerar mais de 65 empregos diretos no interior do estado com a construção de uma granja de avós. A Cialne também possui operações nos estados do Maranhão, São Paulo e Minas Gerais.
Atualmente, a Cialne é a única empresa do Norte e Nordeste que possui granjas de avós especializadas na geração de pintos matrizes de pescoço pelado. Ao todo, conta com 35 unidades de produção, 15 integrados e uma produção aproximada de 74 milhões de quilos de frango de corte por ano.
SERVIÇOS
Cialne – Companhia de Alimentos do Nordeste
Endereço: Av. Presidente Costa e Silva, 2067 – Mondubim, Fortaleza/CE – 60761-505