Em um mundo cada vez mais acelerado, onde a conexão com nós mesmos é frequentemente deixada de lado, o autoconhecimento emerge como um dos pilares fundamentais para viver com propósito. A busca por equilíbrio emocional e fortalecimento pessoal tem ganhado força, especialmente em tempos em que saúde mental e espiritualidade se tornaram tópicos de destaque. Nesse contexto, especialistas em desenvolvimento humano trazem novas abordagens para ajudar as pessoas a se reconectarem consigo mesmas e expandirem seus potenciais.
Nessa série de entrevista que homenageia as mulheres do nosso país, conversamos com a Silviane Arruda, neuroestrategista e psicanalista, uma das vozes que têm liderado essa transformação com propostas inovadoras no mercado. Advogada de formação, ela decidiu se reinventar e mergulhar profundamente no universo do desenvolvimento humano. Criadora do Método 100% Dono de Si, Silviane propõe uma metodologia voltada para a libertação pessoal e fortalecimento emocional.
Estamos vivendo uma era de transição. As pessoas não querem mais apenas viver no automático; elas buscam significado. E esse significado começa dentro de cada um de nós, ao nos conhecermos de verdade, afirma Silviane.
Entre suas principais contribuições está a criação da técnica energética chamada Magnetismo Pessoal, que Silviane descreve como uma ferramenta poderosa de autocura e expansão de potencial. “O Magnetismo Pessoal é sobre reconhecer e usar sua própria energia para transformar sua vida. Quando compreendemos o nosso poder interno, não há limites para o que podemos alcançar”, explica.
Além disso, Silviane explora práticas ancestrais, como o xamanismo e as medicinas da floresta, integrando-as ao autoconhecimento moderno. Segundo ela, essas experiências oferecem uma nova perspectiva para compreender a existência e nosso lugar no universo.
Essas práticas nos ensinam algo que esquecemos ao longo do tempo: somos parte de algo maior. Conectar-se com a natureza e com nossa essência ancestral é fundamental para nos redescobrirmos, afirma.
As empresas estão percebendo que colaboradores equilibrados emocionalmente são mais criativos, inovadores e resilientes. Meu objetivo é ajudá-los a integrar esses aspectos, criando resultados sustentáveis para a organização e bem-estar para as pessoas, compartilha a especialista.
Silviane também é coautora do livro O Novo Ser Humano: Mais Saúde Mental na Era Digital, que reflete sobre os desafios de viver em um mundo hiperconectado e como as pessoas podem encontrar equilíbrio nesse cenário. “A era digital trouxe muitas facilidades, mas também desconexões. O maior desafio é usar a tecnologia como ferramenta, e não como prisão”, observa.
A fusão entre ciência, energia e espiritualidade proposta por especialistas como Silviane Arruda sinaliza uma tendência que tem tudo para crescer nos próximos anos. À medida que mais pessoas buscam viver com propósito, metodologias como o 100% Dono de Si e práticas integrativas ganham destaque como caminhos viáveis para uma transformação profunda e sustentável.
Estamos no início de uma nova era, onde a evolução pessoal é a chave para resolver os desafios do mundo. É um processo individual que, quando multiplicado, tem o poder de transformar a sociedade como um todo, conclui Silviane.
Seja no ambiente corporativo ou em jornadas pessoais, a mensagem é clara: autoconhecimento e equilíbrio são fundamentais para navegar com sucesso pelas complexidades do mundo atual.
Médico dermatologista Dr. Lourenço Azevedo alerta população que diagnóstico atrasado pode transformar procedimento pequeno em uma abordagem mais complexa da doença
Os recordes históricos das altas temperaturas registradas, no último mês de dezembro, marcaram o início da estação climática mais aguardada pelos brasileiros: o verão. Os registros iniciais confirmam que os termômetros ficarão aquecidos até o até o início do outono, ou seja, período que deve ser mantido o alerta para os cuidados à prevenção do câncer de pele, enfermidade que segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Dermatologia representa aproximadamente 30% de todos os diagnósticos oncológicos, com mais de 220 mil novos casos anuais.
O uso diário de protetor solar, a reaplicação ao longo do dia, o emprego de barreiras físicas — como chapéus e roupas com proteção ultravioleta — e a evitação da exposição solar entre 10h e 16h seguem sendo medidas essenciais, sobretudo em um período marcado visitação de praias, a utilização de piscinas, a prática de esportes ao ar livre e o lazer sob o sol, quando a incidência dos raios ultravioleta é mais intensa e constante.
De acordo com o médico dermatologista e tricologista. Dr. Lourenço Azevedo (CRM 166292/SP), no Brasil, os registros que indicam câncer de pele apontam para três tipos da enfermidade: Carcinoma basocelular (CBC), Carcinoma espinocelular (CEC) e o Melanoma. O especialista destaca que o CBC é o tipo mais frequente entre os brasileiros e costuma surgir em áreas muito expostas ao sol, como rosto, orelhas e pescoço.
“Trata-se de um câncer que geralmente cresce devagar e tem baixo potencial de metástase, mas pode causar grandes deformidades locais caso não seja tratado a tempo. Muitas vezes aparece como uma “feridinha que não cicatriza”, uma pápula brilhante ou rosada”, destaca. “Já o CEC tem o risco maior de invadir tecidos profundos e, em alguns casos, de se espalhar para linfonodos. Lesões endurecidas, avermelhadas, com crosta ou que sangram com facilidade merecem atenção”, acrescenta.
Em relação ao tipo Melanoma, o médico alerta que é o tumor mais grave da pele, sendo que responde pela maior parte das mortes. “Ele pode aparecer como um novo sinal ou como uma mudança em uma pinta já existente. Assimetria, bordas irregulares, mudança de cor, diâmetro maior que 6 mm e evolução rápida são sinais de alerta. O diagnóstico precoce faz toda a diferença — quando descoberto no início, as taxas de cura são muito altas”, explica o Dr. Lourenço Azevedo.
Embora o sol seja o principal agente causador de um câncer de pele, outros fatores também aumentam o risco. O especialista destaca que é importante ter conhecimento sobre o histórico familiar ao melanoma, cuidados redobrados às pessoas de pele clara, olhos claros, cabelo ruivo ou loiro, que queimam com facilidade, a presença de muitas pintas ou nevos atípicos, entre outros alertas.
“A consulta dermatológica é fundamental, porquê muitos cânceres de pele passam despercebidos pelo paciente nos estágios iniciais, período quando a chance de cura é maior. O dermatologista faz o chamado exame de corpo inteiro, identifica lesões suspeitas, acompanha pintas e orienta medidas preventivas personalizadas. Além disso, pode realizar a dermatoscopia, que aumenta muito a precisão do diagnóstico”, ressalta o médico.
É importante frisar que quanto mais cedo a alteração é identificada, maiores são as chances de tratamento simples e cura.“O diagnóstico atrasado pode transformar um procedimento pequeno em uma abordagem mais complexa. A prevenção é sempre mais simples, mais segura e menos custosa do que o tratamento de uma doença avançada”, finaliza o especialista que orienta que a população em geral deve visitar o consultório médico anualmente e as pessoas de risco aumentado a cada seis meses.
Pesquisa publicada na Revista Brasileira de Ortopedia avalia técnica que reconstrói ligamentos sem agredir áreas de crescimento e oferece estabilidade do joelho a pacientes jovens
Um estudo conduzido por especialistas brasileiros em ortopedia projeta novos caminhos para o tratamento da instabilidade patelar em crianças e adolescentes, condição que provoca deslocamentos recorrentes da rótula e afeta mobilidade, autonomia e participação social.
Entre os autores da pesquisa está o ortopedista Dr. Maurício Armede, referência nacional ortopedia e traumatologia e um dos nomes mais atuantes na consolidação de técnicas seguras para pacientes pediátricos.
A investigação, divulgada na Revista Brasileira de Ortopedia, avaliou uma abordagem cirúrgica desenhada especificamente para crianças e jovens ainda em desenvolvimento ósseo, um desafio histórico da ortopedia. O método combina a reconstrução do ligamento patelofemoral medial com o ligamento patelotibial medial, estruturas fundamentais para impedir o deslocamento da patela. A técnica evita perfurações ósseas e reduz o risco de dano às cartilagens de crescimento, responsáveis pelo desenvolvimento do membro ao longo da infância e adolescência.
O procedimento utiliza o tendão semitendíneo como enxerto e é realizado por pequenas incisões com apoio de radioscopia, o que reduz agressões à articulação.
Para o Dr. Maurício Armede, a preservação do crescimento é um pilar ético e técnico no atendimento pediátrico. “O objetivo é estabilizar a patela sem comprometer o crescimento. Essa técnica permite alcançar esse equilíbrio”, explica o ortopedista, que acompanha casos de instabilidade recidivante e observa impactos físicos e emocionais significativos em pacientes jovens.
O estudo monitorou sete pacientes, com idade média de 11 anos e histórico de múltiplos episódios de luxação da patela. Após 12 meses de acompanhamento clínico, nenhum deles apresentou recidiva. A pesquisa registrou melhora na mobilidade, evolução dos escores funcionais internacionais e desaparecimento completo do sinal de apreensão, marcador clássico da instabilidade patelar. O desempenho sugere que estabilizar o joelho em idade escolar pode evitar afastamentos de atividades físicas e reduzir limitações sociais associadas à dor e insegurança na marcha.
Os autores avaliam que a reconstrução combinada dos ligamentos pode se consolidar como alternativa segura e eficiente, inclusive em crianças que apresentam características anatômicas predisponentes.
A equipe reforça que o acompanhamento médico continua indispensável até o término do crescimento ósseo, já que alguns casos podem demandar novas intervenções com o avanço da adolescência.
Ao participar da pesquisa, o Dr. Armede reafirma a contribuição científica brasileira para a ortopedia pediátrica, área em que a oferta de técnicas adaptadas ao crescimento ainda é restrita. O estudo reforça que estabilizar o joelho significa devolver locomoção, segurança, confiança e qualidade de vida, elementos que interferem diretamente na socialização e no desenvolvimento saudável na infância.
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