Tenho observado de perto as mudanças e desafios que essa revolução digital impõe, tanto para as empresas quanto para os consumidores. A Mastercard realizou uma pesquisa com consumidores de 14 países na América Latina e no Caribe, incluindo o Brasil, e entre as principais descobertas na região está que, nos últimos anos, o uso de vários métodos de pagamento digital aumentou: 77% dos consumidores latinomericanos utilizaram pagamentos eletrônicos, sendo os cartões de crédito e débito os instrumentos de pagamento mais utilizados tanto de forma online quanto em lojas físicas.
O fato é que a preferência pelo dinheiro em espécie tem diminuído nos últimos anos, com um terço dos consumidores indicando que essa opção foi deslocada pela digitalização dos pagamentos. Além disso, mais da metade (53%) dos respondentes brasileiros afirmaram sentir-se muito confortáveis usando novas tecnologias, enquanto 42% estão moderadamente dispostos a usar as inovações do mercado, e apenas 5% responderam que ainda não se sentem confortáveis.
Um dos aspectos mais profundos dos pagamentos digitais é a capacidade de personalização que eles oferecem. Os consumidores de hoje exigem experiências que sejam tão únicas quanto suas necessidades individuais, e as plataformas de pagamento digital estão à altura dessa expectativa. Por meio de tecnologias como inteligência artificial e machine learning, é possível prever padrões de comportamento, sugerir métodos de pagamento preferidos e até mesmo oferecer condições diferenciadas baseadas no histórico de compras do cliente.
Essa personalização não apenas aumenta a satisfação do consumidor, mas também promove uma lealdade mais profunda à marca. Quando um cliente sente que suas necessidades são antecipadas e atendidas de forma eficiente, a probabilidade de retorno é significativamente maior. No entanto, essa mesma personalização levanta questões cruciais sobre privacidade e segurança, temas que precisam ser abordados com extrema seriedade.
A segurança é, sem dúvida, o alicerce sobre o qual os pagamentos digitais são construídos. Sem a confiança de que suas informações estão protegidas, os consumidores hesitam em adotar novas tecnologias. É necessário investir fortemente em criptografia de ponta, autenticação multifatorial e monitoramento contínuo para garantir que cada transação seja realizada com o máximo de segurança. Entretanto, a segurança não se limita à proteção contra fraudes. Ela também envolve a transparência nas operações.
Os consumidores modernos demandam clareza sobre como seus dados estão sendo utilizados e armazenados. Eles querem garantias de que suas informações pessoais não serão exploradas para fins que não sejam do seu interesse. É preciso educar os clientes sobre boas práticas e mantê-los informados sobre quaisquer mudanças nos processos de proteção de dados.
Outro impacto significativo dos pagamentos digitais é a democratização do acesso aos serviços financeiros. Em regiões onde a infraestrutura bancária tradicional é limitada, as soluções de pagamento digital têm proporcionado uma nova era de inclusão financeira. Pequenos empreendedores e consumidores em áreas remotas agora podem participar da economia digital de maneira que antes era impossível. Isso não só expande o mercado para as empresas, como também empodera comunidades inteiras.
No entanto, é essencial que essa inclusão seja realizada de forma responsável. A digitalização dos pagamentos deve ser acompanhada de esforços para educar e capacitar os novos usuários, garantindo que eles compreendam os benefícios e os riscos envolvidos. É preciso se comprometer em colaborar com iniciativas educacionais que ajudem a disseminar o conhecimento sobre finanças digitais, promovendo uma inclusão que seja ao mesmo tempo ampla e segura.
Olhando para o futuro, é evidente que os pagamentos digitais continuarão a evoluir, moldados por inovações tecnológicas e mudanças nas expectativas dos consumidores. Tecnologias emergentes, como blockchain e criptomoedas, já começam a redefinir o que entendemos por transações financeiras. Ao mesmo tempo, o conceito de pagamentos sem fricção – onde as transações são integradas de forma invisível no cotidiano do consumidor – promete uma revolução ainda maior na experiência do cliente.
Como líderes empresariais, temos a responsabilidade de não apenas acompanhar essas tendências, mas de antecipá-las e moldá-las de acordo com os valores que queremos ver no mercado. Isso significa colocar o cliente no centro de todas as nossas decisões, garantindo que a inovação em pagamentos digitais seja sempre direcionada por um compromisso com a segurança, a inclusão e a personalização
*Rodrigo Zulim é diretor de soluções digitais da Paschoalotto
Com uma trajetória sólida de mais de seis anos na companhia, marcada por resultados consistentes, reconhecimentos relevantes e forte alinhamento aos valores de Trabalho, Respeito, Credibilidade e Amor de Dono, Socorro Viana assume a nova Diretoria de Gente & Gestão da Cialne. Ela se torna a primeira mulher a ocupar o cargo na companhia de alimentos.
No último ano de 2025, à frente das iniciativas de Gente & Gestão e em parceria com os times, Socorro liderou entregas estratégicas que contribuíram para o alcance de metas e para importantes reconhecimentos institucionais, consolidando a Cialne como referência no mercado. Entre as conquistas, destacam-se o Prêmio Pessoas Conectadas, do Stratws One; o Prêmio Empresas que Cuidam, da Unimed Fortaleza; e o 5º lugar no ranking das Melhores Empresas para Trabalhar no Ceará, pela GPTW Brasil.
“Assumir a Diretoria de Gente & Gestão é, para mim, dar continuidade a uma construção feita a muitas mãos. Nosso foco é fortalecer a cultura, cuidar das pessoas e criar um ambiente onde cada colaborador se sinta ouvido, valorizado e preparado para crescer junto com a Cialne. As práticas de gestão de pessoas são fundamentais nesse caminho, porque é no diálogo, no desenvolvimento e no cuidado diário que construímos relações de confiança.”, afirma Socorro Viana, Diretora de Gente & Gestão da Cialne.
A criação da nova Diretoria de Gente & Gestão reforça o compromisso da Cialne com a valorização das pessoas, o fortalecimento da cultura organizacional e a evolução contínua dos processos de gestão, em sintonia com os desafios do negócio e a estratégia de crescimento sustentável da companhia.
SOBRE A CIALNE
Com quase 60 anos de história, a Cialne é referência no setor de alimentos nas regiões Norte e Nordeste e, recentemente, também no Sudeste, após a aquisição da Granja São José, em São Paulo. A companhia é líder na avicultura, fornecendo a genética Aviagen Ross® e atuando na produção e comercialização de ovos férteis, pintinhos de um dia e frangos de corte. Além disso, opera na agroindústria, produzindo rações para aves e bovinos.
Atualmente, a empresa conta com cerca de 1.227 colaboradores diretos, distribuídos em Fortaleza e Região Metropolitana (Aquiraz, Guaiúba, Paracuru, Paraipaba, Maranguape e São Gonçalo do Amarante), além dos grandes mapas de produção nas unidades de Ubajara e, recentemente, Pentecoste, ao investir cerca de R$ 54 milhões e gerar mais de 65 empregos diretos no interior do estado com a construção de uma granja de avós. A Cialne também possui operações nos estados do Maranhão, São Paulo e Minas Gerais.
Atualmente, a Cialne é a única empresa do Norte e Nordeste que possui granjas de avós especializadas na geração de pintos matrizes de pescoço pelado. Ao todo, conta com 35 unidades de produção, 15 integrados e uma produção aproximada de 74 milhões de quilos de frango de corte por ano.
SERVIÇOS
Cialne – Companhia de Alimentos do Nordeste
Endereço: Av. Presidente Costa e Silva, 2067 – Mondubim, Fortaleza/CE – 60761-505
A história de quem fez da crise um método e da reestruturação um ecossistema financeiro
A trajetória de Kleber Almeida nunca seguiu o caminho mais confortável do mercado financeiro. Enquanto muitos profissionais buscavam posições seguras, ele optou por atuar onde o risco era maior. Em 2008, mergulhou na área de Recuperação Judicial da Avis Brasil, em um período em que o tema ainda era pouco explorado no país e cercado de estigmas.
Essa vivência no centro das crises corporativas se tornou a base de um modelo de negócio que hoje sustenta o Grupo SOGNO, holding que reúne soluções em gestão, consultoria financeira e securitização, com foco em operações complexas e empresas sob pressão de caixa.
Kleber Almeida | CEO do Grupo SOGNO – Crédito da Foto: Divulgação
Formado em Administração, com especializações em Controladoria e Finanças pela FGV e em Indústria 4.0 pela FAAP, Kleber construiu uma carreira híbrida, conectando finanças tradicionais, tecnologia e infraestrutura de pagamentos. Ao longo dos anos, passou por projetos estratégicos em BaaS e cibersegurança, atendendo instituições como Itaú, HSBC, Finasa, BCN e Bank Boston, além de integrar o Comitê Estratégico da VISA, nos Estados Unidos.
Essa combinação de experiência técnica e visão global passou a ser aplicada em um dos contextos mais sensíveis do mercado: empresas endividadas, com passivos relevantes, risco reputacional e necessidade urgente de reorganização financeira. Como membro da Turnaround Management Association (TMA) no Brasil, Kleber atua diretamente na construção de soluções para cenários em que o erro custa caro e o tempo é escasso.
Durante mais de uma década, a Foster Capital, holding que antecedeu o Grupo SOGNO, consolidou sua atuação em consultoria financeira e gestão empresarial. No entanto, o ano de 2024 impôs desafios atípicos até mesmo para quem está acostumado a lidar com crises: rupturas internas, negociações mal conduzidas e a perda de clientes estratégicos pressionaram a operação e exigiram uma revisão profunda do modelo.
Escritório do Grupo SOGNO no Brooklin Novo / SP – Crédito da Foto: Divulgação
A resposta veio com uma decisão estrutural: reavaliar processos, reduzir custos fixos, reorganizar áreas-chave e reposicionar a proposta de valor. Esse movimento culminou no rebranding da Foster Capital para Grupo SOGNO, uma mudança que foi além do nome e representou uma nova tese de atuação.
Inspirado na palavra italiana “sogno”, que significa sonho, o grupo nasce com uma abordagem pragmática. A holding foi desenhada para integrar inteligência estratégica, gestão de passivos, crédito estruturado e tecnologia de dados, atendendo empresas que precisam mais do que soluções convencionais.
Desde então, o Grupo SOGNO ampliou sua presença no mercado, com captações relevantes nos últimos anos e reconhecimento crescente pela capacidade de estruturar negociações complexas, especialmente em operações distressed, onde poucos players estão dispostos a atuar.
Rebranding do Grupo SOGNO – SOGNA GESTÃO, SOGNARE CONSULTING e SOLID BANK
O ecossistema é sustentado por três frentes principais. A Sognare, responsável pela consultoria estratégica e financeira, atua em planejamento, recuperação judicial e extrajudicial, gestão de passivos e operações de M&A. O Solid Bank concentra as operações de securitização e crédito estruturado, com foco em FIDCs e reorganização de dívidas corporativas. Já a Sogna é dedicada à gestão operacional e inteligência de dados, oferecendo BPO financeiro, due diligence e relatórios com Business Intelligence.
Mais do que números de captação, o diferencial do Grupo SOGNO está na capacidade de lidar com passivos sensíveis, negociações hostis e ambientes de alta volatilidade. Para empresas em situação crítica, isso representa tempo, reorganização financeira e preservação de ativos. Para o mercado, significa um parceiro capaz de absorver complexidade e transformar cenários adversos em oportunidades estruturadas.
Kleber Almeida | CEO do Grupo SOGNO – Crédito da Foto: Divulgação
Hoje, o Grupo SOGNO se posiciona como um ecossistema financeiro preparado para atuar onde o risco é alto e as soluções precisam ser precisas. Para Kleber Almeida, o reposicionamento simboliza a consolidação de uma visão construída ao longo de mais de duas décadas lidando com crises, reestruturações e negociações de alta complexidade.
As recentes discussões sobre possíveis mudanças na legislação de formação de condutores colocaram as autoescolas no centro do debate nacional. Em meio às propostas de flexibilização do processo de habilitação, cresce também uma reflexão importante: o quanto as aulas e as autoescolas são essenciais para a segurança e a organização do trânsito brasileiro.
Há décadas, os donos de autoescola investem em estrutura, tecnologia e profissionais capacitados para formar motoristas preparados não apenas para passar em um exame, mas para conviver com responsabilidade nas ruas e estradas. A formação vai muito além de aprender a dirigir — envolve educação no trânsito, consciência coletiva e respeito à vida.
Os últimos acontecimentos legislativos acenderam um alerta no setor e na sociedade. Especialistas e entidades reforçam que qualquer avanço nas regras deve caminhar junto com qualidade no ensino, previsibilidade jurídica e valorização de quem atua diariamente na base da formação dos condutores.
Em um país que ainda enfrenta altos índices de acidentes, as aulas práticas e teóricas seguem sendo um diferencial fundamental. São elas que ajudam a transformar candidatos em motoristas mais seguros, atentos e preparados para situações reais do trânsito.
Mais do que um debate técnico, o momento reforça algo simples e essencial: investir em autoescolas é investir em vidas, em mobilidade responsável e em um trânsito melhor para todos.