O sorriso tem ganhado cada vez mais destaque na rotina das pessoas e se tornou um dos principais símbolos de autoestima, cuidado pessoal e até mesmo de sucesso profissional. A odontologia estética acompanha esse movimento com procedimentos cada vez mais acessíveis e tecnológicos, e as lentes de contato cerâmica estão no topo dessa lista.
Essas lentes são lâminas ultrafinas aplicadas sobre os dentes para corrigir formato, cor e pequenas imperfeições. Com espessura entre 0,2 e 0,5 milímetros, elas permitem resultados muito naturais e não exigem grandes desgastes no esmalte dentário, preservando ao máximo a estrutura original do dente. Estudos recentes apontam que, quando planejadas corretamente, têm 100% de taxa de sucesso clínico em até 10 anos de uso.
Rodrigo Ansiliero atua há mais de 15 anos na odontologia e se tornou um dos nomes de referência quando o assunto é estética dental. Para ele, o impacto do sorriso vai muito além da aparência. “Um sorriso novo representa uma nova versão de você. A odontologia estética vai além do espelho; ela traz de volta a autoconfiança que muitas vezes estava perdida”, explica.
O Brasil é um dos países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo e tem se consolidado como referência internacional em odontologia, tanto pela qualidade dos profissionais quanto pelo acesso a tecnologia. Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Odontologia, o país conta com mais de 400 mil dentistas em atividade, sendo líder mundial em número de profissionais registrados. Esse cenário impulsiona o mercado estético, que cresce com força nos últimos anos.
Para Ansiliero, a popularização das lentes de contato cerâmica trouxe benefícios, mas também exige mais cuidado. “A internet trouxe visibilidade, mas também muitos mitos. A escolha de um dentista qualificado e um bom planejamento são essenciais para garantir saúde e estética”, alerta. Ele destaca que cada caso precisa ser avaliado individualmente, e que o planejamento digital é fundamental para alcançar resultados naturais e duradouros. “Cada sorriso é único. A cerâmica tem uma translucidez incrível, que faz com que o resultado final pareça o próprio dente”, afirma.
Com consultório em Rondônia e atendendo pacientes de diversos países com sua técnica, Ansiliero tem conquistado destaque também nas redes sociais, onde compartilha conteúdos sobre odontologia estética, casos reais e orientações. Ele acredita que informação é a chave para que mais pessoas tenham acesso a procedimentos de qualidade sem comprometer a saúde bucal. “As lentes não são só sobre beleza. Elas podem mudar a forma como a pessoa se vê e se apresenta ao mundo. Isso transforma vidas”, diz.
A trajetória de Rodrigo Ansiliero representa uma geração de dentistas que unem ciência, tecnologia e sensibilidade artística para transformar não só sorrisos, mas histórias. Com experiência e dedicação, ele mostra que a odontologia estética é muito mais do que um tratamento: é uma ferramenta de bem-estar e confiança para milhares de pessoas.
Médico dermatologista Dr. Lourenço Azevedo alerta população que diagnóstico atrasado pode transformar procedimento pequeno em uma abordagem mais complexa da doença
Os recordes históricos das altas temperaturas registradas, no último mês de dezembro, marcaram o início da estação climática mais aguardada pelos brasileiros: o verão. Os registros iniciais confirmam que os termômetros ficarão aquecidos até o até o início do outono, ou seja, período que deve ser mantido o alerta para os cuidados à prevenção do câncer de pele, enfermidade que segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Dermatologia representa aproximadamente 30% de todos os diagnósticos oncológicos, com mais de 220 mil novos casos anuais.
O uso diário de protetor solar, a reaplicação ao longo do dia, o emprego de barreiras físicas — como chapéus e roupas com proteção ultravioleta — e a evitação da exposição solar entre 10h e 16h seguem sendo medidas essenciais, sobretudo em um período marcado visitação de praias, a utilização de piscinas, a prática de esportes ao ar livre e o lazer sob o sol, quando a incidência dos raios ultravioleta é mais intensa e constante.
De acordo com o médico dermatologista e tricologista. Dr. Lourenço Azevedo (CRM 166292/SP), no Brasil, os registros que indicam câncer de pele apontam para três tipos da enfermidade: Carcinoma basocelular (CBC), Carcinoma espinocelular (CEC) e o Melanoma. O especialista destaca que o CBC é o tipo mais frequente entre os brasileiros e costuma surgir em áreas muito expostas ao sol, como rosto, orelhas e pescoço.
“Trata-se de um câncer que geralmente cresce devagar e tem baixo potencial de metástase, mas pode causar grandes deformidades locais caso não seja tratado a tempo. Muitas vezes aparece como uma “feridinha que não cicatriza”, uma pápula brilhante ou rosada”, destaca. “Já o CEC tem o risco maior de invadir tecidos profundos e, em alguns casos, de se espalhar para linfonodos. Lesões endurecidas, avermelhadas, com crosta ou que sangram com facilidade merecem atenção”, acrescenta.
Em relação ao tipo Melanoma, o médico alerta que é o tumor mais grave da pele, sendo que responde pela maior parte das mortes. “Ele pode aparecer como um novo sinal ou como uma mudança em uma pinta já existente. Assimetria, bordas irregulares, mudança de cor, diâmetro maior que 6 mm e evolução rápida são sinais de alerta. O diagnóstico precoce faz toda a diferença — quando descoberto no início, as taxas de cura são muito altas”, explica o Dr. Lourenço Azevedo.
Embora o sol seja o principal agente causador de um câncer de pele, outros fatores também aumentam o risco. O especialista destaca que é importante ter conhecimento sobre o histórico familiar ao melanoma, cuidados redobrados às pessoas de pele clara, olhos claros, cabelo ruivo ou loiro, que queimam com facilidade, a presença de muitas pintas ou nevos atípicos, entre outros alertas.
“A consulta dermatológica é fundamental, porquê muitos cânceres de pele passam despercebidos pelo paciente nos estágios iniciais, período quando a chance de cura é maior. O dermatologista faz o chamado exame de corpo inteiro, identifica lesões suspeitas, acompanha pintas e orienta medidas preventivas personalizadas. Além disso, pode realizar a dermatoscopia, que aumenta muito a precisão do diagnóstico”, ressalta o médico.
É importante frisar que quanto mais cedo a alteração é identificada, maiores são as chances de tratamento simples e cura.“O diagnóstico atrasado pode transformar um procedimento pequeno em uma abordagem mais complexa. A prevenção é sempre mais simples, mais segura e menos custosa do que o tratamento de uma doença avançada”, finaliza o especialista que orienta que a população em geral deve visitar o consultório médico anualmente e as pessoas de risco aumentado a cada seis meses.
Pesquisa publicada na Revista Brasileira de Ortopedia avalia técnica que reconstrói ligamentos sem agredir áreas de crescimento e oferece estabilidade do joelho a pacientes jovens
Um estudo conduzido por especialistas brasileiros em ortopedia projeta novos caminhos para o tratamento da instabilidade patelar em crianças e adolescentes, condição que provoca deslocamentos recorrentes da rótula e afeta mobilidade, autonomia e participação social.
Entre os autores da pesquisa está o ortopedista Dr. Maurício Armede, referência nacional ortopedia e traumatologia e um dos nomes mais atuantes na consolidação de técnicas seguras para pacientes pediátricos.
A investigação, divulgada na Revista Brasileira de Ortopedia, avaliou uma abordagem cirúrgica desenhada especificamente para crianças e jovens ainda em desenvolvimento ósseo, um desafio histórico da ortopedia. O método combina a reconstrução do ligamento patelofemoral medial com o ligamento patelotibial medial, estruturas fundamentais para impedir o deslocamento da patela. A técnica evita perfurações ósseas e reduz o risco de dano às cartilagens de crescimento, responsáveis pelo desenvolvimento do membro ao longo da infância e adolescência.
O procedimento utiliza o tendão semitendíneo como enxerto e é realizado por pequenas incisões com apoio de radioscopia, o que reduz agressões à articulação.
Para o Dr. Maurício Armede, a preservação do crescimento é um pilar ético e técnico no atendimento pediátrico. “O objetivo é estabilizar a patela sem comprometer o crescimento. Essa técnica permite alcançar esse equilíbrio”, explica o ortopedista, que acompanha casos de instabilidade recidivante e observa impactos físicos e emocionais significativos em pacientes jovens.
O estudo monitorou sete pacientes, com idade média de 11 anos e histórico de múltiplos episódios de luxação da patela. Após 12 meses de acompanhamento clínico, nenhum deles apresentou recidiva. A pesquisa registrou melhora na mobilidade, evolução dos escores funcionais internacionais e desaparecimento completo do sinal de apreensão, marcador clássico da instabilidade patelar. O desempenho sugere que estabilizar o joelho em idade escolar pode evitar afastamentos de atividades físicas e reduzir limitações sociais associadas à dor e insegurança na marcha.
Os autores avaliam que a reconstrução combinada dos ligamentos pode se consolidar como alternativa segura e eficiente, inclusive em crianças que apresentam características anatômicas predisponentes.
A equipe reforça que o acompanhamento médico continua indispensável até o término do crescimento ósseo, já que alguns casos podem demandar novas intervenções com o avanço da adolescência.
Ao participar da pesquisa, o Dr. Armede reafirma a contribuição científica brasileira para a ortopedia pediátrica, área em que a oferta de técnicas adaptadas ao crescimento ainda é restrita. O estudo reforça que estabilizar o joelho significa devolver locomoção, segurança, confiança e qualidade de vida, elementos que interferem diretamente na socialização e no desenvolvimento saudável na infância.
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