A advogada pernambucana Cláudia Roberta Gomes Ferreira, especialista em Direito das Famílias e Sucessões, destaca a importância do planejamento sucessório e alerta sobre a necessidade de cautelas para evitar prejuízos.
O planejamento sucessório é uma estratégia essencial para a gestão de bens e patrimônio, visando evitar conflitos familiares, reduzir custos com impostos e simplificar o processo de inventário. Por meio de diversas modalidades — como testamentos, doações em vida, holdings familiares, seguros de vida e planos de previdência privada — esse planejamento oferece uma estrutura que assegura a distribuição justa e ordenada dos bens entre os herdeiros.
Principais Modalidades de Planejamento Sucessório Testamento: Este documento permite que o testador expresse seus desejos sobre a distribuição dos bens após sua morte. Existem diferentes tipos de testamento — público, cerrado e particular — cada um com características específicas e níveis de segurança. Um testamento bem elaborado pode ajudar a evitar disputas familiares e garantir que a vontade do falecido seja respeitada.
Doação em Vida: Essa modalidade facilita a transferência de bens ainda em vida, proporcionando uma maneira de organizar o patrimônio antes da morte. No entanto, é necessário um planejamento cuidadoso para evitar conflitos entre os herdeiros e garantir que a divisão dos bens seja equitativa. A doação pode ser vista como um gesto de amor, mas também pode trazer à tona questões de favoritismo se não for realizada com cautela. Dependendo do caso, recomenda-se o uso de reservas de usufruto, cláusulas de reversão, impenhorabilidade, incomunicabilidade e inalienabilidade.
Holding Familiar: A constituição de uma empresa para administrar o patrimônio familiar pode trazer vantagens significativas, como a redução de impostos e a proteção patrimonial. No entanto, isso exige um planejamento societário detalhado e conhecimento sobre questões fiscais. É uma alternativa cada vez mais utilizada para a gestão eficiente dos bens familiares.
Seguro de Vida e Previdência Privada: Esses instrumentos não são considerados herança e, portanto, não estão sujeitos ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Eles oferecem uma forma rápida e eficaz de garantir suporte financeiro aos beneficiários, assegurando que os recursos estejam disponíveis no momento em que são mais necessários.
Implicações de um Planejamento Malfeito Um planejamento sucessório inadequado pode levar a uma série de consequências indesejadas, incluindo:
Conflitos Familiares: Uma divisão injusta ou mal planejada pode gerar disputas entre herdeiros, afetando as relações familiares e causando traumas que podem durar gerações. Anulação de Doações: Doações que ultrapassam a parte disponível ou que favorecem um herdeiro em detrimento de outros podem ser contestadas e anuladas judicialmente. Dificuldade em Reverter Doações: Uma vez realizada, a doação é difícil de desfazer, salvo em situações específicas previstas em lei, o que pode levar a frustrações e desentendimentos. A Importância de um Planejamento Personalizado Cada família possui dinâmicas e necessidades únicas, tornando o planejamento sucessório personalizado essencial. Consultar especialistas em Direito Sucessório é fundamental para escolher a melhor estratégia, seja testamento, holding ou doação. Um planejamento bem estruturado garante que o patrimônio seja gerido de forma eficiente e segura, respeitando a legítima dos herdeiros e minimizando a carga tributária.
A advogada Cláudia Roberta Gomes Ferreira alerta que um planejamento sucessório realizado sem as devidas cautelas pode trazer danos irreparáveis. Um exemplo que ilustra essa importância é o caso de Luiz Roque Lambert, um oftalmologista famoso que acumulou uma fortuna de quatro milhões de euros. Aos 85 anos, ele foi expulso da própria empresa e, alegando dificuldades financeiras, entrou na Justiça pedindo pensão alimentícia às filhas. Esse caso se tornou uma verdadeira guerra familiar, repleta de acusações de desvio de dinheiro, agressões físicas, perseguições e até violação de privacidade.
Outro exemplo é o de uma senhora que fez uma doação com reserva de usufruto para a filha casada, mas não incluiu cláusulas de reversão e incomunicabilidade. Como resultado, após o falecimento da filha, o esposo e o filho socioafetivo acabaram por ficar com o imóvel, deixando a doadora desamparada e abandonada. Em outro caso, um pai que fez uma doação da empresa para seu único filho, ainda muito jovem, veio a falecer. O pai do filho falecido, agora afastado da empresa, enfrenta um litígio com a esposa do seu filho, que hoje é a dona e administra também a parte do filho menor. Portanto, fica o alerta: é crucial sempre analisar todas as possibilidades e procurar um especialista de confiança para evitar prejuízos. Casos como esses reforçam a necessidade de cautela e de uma análise minuciosa antes de qualquer decisão, a fim de evitar situações irreversíveis.
Conclusão Em um mundo em constante mudança, onde as estruturas familiares estão cada vez mais complexas, a importância do planejamento sucessório com as devidas cautelas não pode ser subestimada. Um planejamento adequado não apenas protege o patrimônio, mas também preserva as relações familiares e assegura que a vontade do falecido seja cumprida, promovendo um legado de amor e responsabilidade para as futuras gerações. Cada família é única, e é fundamental avaliar todas as possibilidades para evitar prejuízos e garantir um futuro harmonioso, prevenindo, assim, danos ao próprio doador.
A história de quem fez da crise um método e da reestruturação um ecossistema financeiro
A trajetória de Kleber Almeida nunca seguiu o caminho mais confortável do mercado financeiro. Enquanto muitos profissionais buscavam posições seguras, ele optou por atuar onde o risco era maior. Em 2008, mergulhou na área de Recuperação Judicial da Avis Brasil, em um período em que o tema ainda era pouco explorado no país e cercado de estigmas.
Essa vivência no centro das crises corporativas se tornou a base de um modelo de negócio que hoje sustenta o Grupo SOGNO, holding que reúne soluções em gestão, consultoria financeira e securitização, com foco em operações complexas e empresas sob pressão de caixa.
Kleber Almeida | CEO do Grupo SOGNO – Crédito da Foto: Divulgação
Formado em Administração, com especializações em Controladoria e Finanças pela FGV e em Indústria 4.0 pela FAAP, Kleber construiu uma carreira híbrida, conectando finanças tradicionais, tecnologia e infraestrutura de pagamentos. Ao longo dos anos, passou por projetos estratégicos em BaaS e cibersegurança, atendendo instituições como Itaú, HSBC, Finasa, BCN e Bank Boston, além de integrar o Comitê Estratégico da VISA, nos Estados Unidos.
Essa combinação de experiência técnica e visão global passou a ser aplicada em um dos contextos mais sensíveis do mercado: empresas endividadas, com passivos relevantes, risco reputacional e necessidade urgente de reorganização financeira. Como membro da Turnaround Management Association (TMA) no Brasil, Kleber atua diretamente na construção de soluções para cenários em que o erro custa caro e o tempo é escasso.
Durante mais de uma década, a Foster Capital, holding que antecedeu o Grupo SOGNO, consolidou sua atuação em consultoria financeira e gestão empresarial. No entanto, o ano de 2024 impôs desafios atípicos até mesmo para quem está acostumado a lidar com crises: rupturas internas, negociações mal conduzidas e a perda de clientes estratégicos pressionaram a operação e exigiram uma revisão profunda do modelo.
Escritório do Grupo SOGNO no Brooklin Novo / SP – Crédito da Foto: Divulgação
A resposta veio com uma decisão estrutural: reavaliar processos, reduzir custos fixos, reorganizar áreas-chave e reposicionar a proposta de valor. Esse movimento culminou no rebranding da Foster Capital para Grupo SOGNO, uma mudança que foi além do nome e representou uma nova tese de atuação.
Inspirado na palavra italiana “sogno”, que significa sonho, o grupo nasce com uma abordagem pragmática. A holding foi desenhada para integrar inteligência estratégica, gestão de passivos, crédito estruturado e tecnologia de dados, atendendo empresas que precisam mais do que soluções convencionais.
Desde então, o Grupo SOGNO ampliou sua presença no mercado, com captações relevantes nos últimos anos e reconhecimento crescente pela capacidade de estruturar negociações complexas, especialmente em operações distressed, onde poucos players estão dispostos a atuar.
Rebranding do Grupo SOGNO – SOGNA GESTÃO, SOGNARE CONSULTING e SOLID BANK
O ecossistema é sustentado por três frentes principais. A Sognare, responsável pela consultoria estratégica e financeira, atua em planejamento, recuperação judicial e extrajudicial, gestão de passivos e operações de M&A. O Solid Bank concentra as operações de securitização e crédito estruturado, com foco em FIDCs e reorganização de dívidas corporativas. Já a Sogna é dedicada à gestão operacional e inteligência de dados, oferecendo BPO financeiro, due diligence e relatórios com Business Intelligence.
Mais do que números de captação, o diferencial do Grupo SOGNO está na capacidade de lidar com passivos sensíveis, negociações hostis e ambientes de alta volatilidade. Para empresas em situação crítica, isso representa tempo, reorganização financeira e preservação de ativos. Para o mercado, significa um parceiro capaz de absorver complexidade e transformar cenários adversos em oportunidades estruturadas.
Kleber Almeida | CEO do Grupo SOGNO – Crédito da Foto: Divulgação
Hoje, o Grupo SOGNO se posiciona como um ecossistema financeiro preparado para atuar onde o risco é alto e as soluções precisam ser precisas. Para Kleber Almeida, o reposicionamento simboliza a consolidação de uma visão construída ao longo de mais de duas décadas lidando com crises, reestruturações e negociações de alta complexidade.
As recentes discussões sobre possíveis mudanças na legislação de formação de condutores colocaram as autoescolas no centro do debate nacional. Em meio às propostas de flexibilização do processo de habilitação, cresce também uma reflexão importante: o quanto as aulas e as autoescolas são essenciais para a segurança e a organização do trânsito brasileiro.
Há décadas, os donos de autoescola investem em estrutura, tecnologia e profissionais capacitados para formar motoristas preparados não apenas para passar em um exame, mas para conviver com responsabilidade nas ruas e estradas. A formação vai muito além de aprender a dirigir — envolve educação no trânsito, consciência coletiva e respeito à vida.
Os últimos acontecimentos legislativos acenderam um alerta no setor e na sociedade. Especialistas e entidades reforçam que qualquer avanço nas regras deve caminhar junto com qualidade no ensino, previsibilidade jurídica e valorização de quem atua diariamente na base da formação dos condutores.
Em um país que ainda enfrenta altos índices de acidentes, as aulas práticas e teóricas seguem sendo um diferencial fundamental. São elas que ajudam a transformar candidatos em motoristas mais seguros, atentos e preparados para situações reais do trânsito.
Mais do que um debate técnico, o momento reforça algo simples e essencial: investir em autoescolas é investir em vidas, em mobilidade responsável e em um trânsito melhor para todos.
Com quase quatro décadas de atuação no setor de alimentação corporativa, Rosimeire Rocha consolidou sua trajetória como uma das líderes mais influentes da área no Brasil. À frente da Master Kitchen Refeições Coletivas, empresa sediada em São Bernardo do Campo (SP), a executiva construiu um modelo de gestão baseado em inovação, rigor técnico e expansão sustentável.
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A trajetória empresarial de Rosi teve início em 1985, com a Casa de Massas Vergueiro, empreendimento familiar que reunia produção artesanal e atendimento direto ao consumidor. Com apenas 24 anos na época, ela atuou em todas as etapas da operação, adquirindo domínio integral sobre processos produtivos, gestão de equipes e relacionamento com clientes.
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A virada estratégica veio em 1995, quando a executiva liderou a transição para o segmento de alimentação corporativa. Surgia, então, a Master Kitchen, com um propósito claro: oferecer soluções de alimentação que promovem bem-estar, eficiência e produtividade dentro das organizações. “Nosso propósito transcende servir comida; trabalhamos para fortalecer a força de trabalho das empresas”, afirma Rosi, destacando que essa mudança reposicionou o negócio para um crescimento sólido e contínuo.
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Estrutura industrial e capacidade de produção Com o passar dos anos, a Master Kitchen evoluiu para se consolidar como uma indústria de soluções em alimentação, atendendo empresas de diferentes portes por meio de modelos distintos de operação. A companhia administra restaurantes corporativos instalados dentro das empresas contratantes e também produz refeições transportadas em sua Cozinha Central, uma estrutura de alta performance com capacidade para produzir até 8.000 refeições por dia.
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Atualmente, a empresa mantém cerca de 150 colaboradores diretos e opera com processos alinhados às exigências sanitárias e técnicas do setor. A certificação ISO 9001:2015, obtida sob a gestão de Rosimeire Rocha, reforça o compromisso com padrões internacionais de qualidade, padronização e eficiência. Em termos financeiros, o faturamento anual gira em torno de R$ 25 milhões, com projeção de crescimento de pelo menos 10% para o próximo ano, mesmo diante do cenário econômico brasileiro.
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De acordo com a executiva, o planejamento estratégico inclui a ampliação da atuação da empresa com novos projetos, como a administração de restaurantes no setor agrícola e no segmento privado de educação, expandindo assim sua presença em diferentes mercados e ampliando o portfólio de soluções.
Inovação como marca da gestão A modernização constante sempre fez parte da visão estratégica de Rosi. Em 1998, quando o setor ainda operava majoritariamente de forma analógica, ela implementou softwares de gestão, ferramentas de controle de custos e processos automatizados. Também foi responsável pela introdução de tecnologias industriais que ampliaram o rendimento produtivo e elevaram a eficiência operacional, como fornos combinados e equipamentos de cocção de alta precisão.
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“Foi um divisor de águas. Passamos a operar com previsibilidade e decisões baseadas em dados”, destaca a executiva. Essa postura inovadora permitiu que a Master Kitchen assumisse contratos emergenciais e atendesse clientes que buscavam fornecedores capazes de manter qualidade mesmo em condições extremas, consolidando sua reputação em entregas de alta complexidade.
Liderança, legado e sucessão A trajetória de Rosi também é marcada por sua atuação como uma das poucas mulheres a liderar uma empresa industrial no setor de alimentação corporativa durante os anos 1980 e 1990, período em que o mercado era predominantemente masculino. Superar esse cenário exigiu resiliência, foco e uma gestão orientada a resultados concretos.
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A executiva buscou formação técnica em Nutrição, profissionalizou a estrutura da empresa e desenvolveu uma cultura organizacional sólida, fundamentada em ética, disciplina e responsabilidade. Entre suas contribuições mais significativas está o preparo estruturado para a sucessão, conduzido desde cedo com os três filhos, Lucas, Davi e Daniel Rocha Stofel, que hoje compreendem profundamente os valores e princípios que sustentam o negócio. “Construímos mais do que uma operação sólida; formamos uma instituição preparada para atravessar gerações”, afirma.
Mais informações sobre a carreira da executiva e o trabalho da Master Kitchen podem ser encontradas em www.masterkitchen.com.br e nas redes sociais da empresa @masterkitchenrefeicoes (Instagram) e Master Kitchen Refeições (Facebook).