O setor varejista vive uma era de profundas transformações. A digitalização do consumo, o protagonismo do cliente hiperconectado e a crescente pressão por resultados sustentáveis impõem um novo olhar sobre a formação e desenvolvimento das equipes.
Nesse cenário, o treinamento contínuo deixa de ser apenas uma ferramenta de capacitação e passa a ser um ativo estratégico de diferenciação competitiva e crescimento sustentável. Segundo a pesquisa “T&D no Brasil – Oportunidade, Desafio e Transformação”, realizada pela Mola Educação, o investimento médio anual em Treinamento e Desenvolvimento (T&D) no Brasil cresceu 6% em 2023, alcançando R$ 1.072 por colaborador, com uma média de 33 horas anuais de capacitação.
O estudo reforça uma premissa essencial: “treinar custa, mas treinar mal custa muito mais”. Empresas que estruturam programas consistentes de desenvolvimento colhem benefícios diretos em performance, engajamento e aumento de vendas.
De acordo com os dados levantados, 79% dos líderes de vendas relataram aumento de receita após investir em capacitação. Além disso, 78% das empresas observaram crescimento na base de novos clientes, houve melhora de até 30% na satisfação dos consumidores e registrou-se um aumento médio de 21% na lucratividade das organizações que priorizam o treinamento contínuo.
Esses indicadores confirmam que equipes bem treinadas vendem mais e melhor. Contudo, especialmente em grandes redes varejistas, o grande desafio está em escalar o conhecimento com consistência e personalização.
A pesquisa também indica que 51% dos treinamentos já são realizados online, com crescimento expressivo dos modelos híbridos (presencial + digital). Entre as metodologias emergentes, destacam-se gamificação, microlearning e inteligência artificial aplicada ao diagnóstico de lacunas e à recomendação de treinamentos. Essas abordagens modernas aumentam a eficácia do aprendizado e permitem maior flexibilidade na formação de equipes diversificadas.
A diversidade de canais exige programas de T&D adaptados às especificidades de cada perfil. Enquanto distribuidores terceirizados demandam treinamentos focados em conhecimento de produto e processos básicos, os distribuidores próprios necessitam de conteúdos mais intensivos e alinhados à cultura da empresa.
GUSTAVO MALAVOTA – Sócio fundador do Grupo Mola, fundador do Instituto Vendas. Mestre em Gestao e Desenvolvimento, graduado em Marketing pela ESPM . Nos últimos 15 anos , capacitou mais de 150 mil vendedores e líderes no Brasil e no mundo.
No setor supermercadista, por exemplo, os formatos mais eficazes são os treinamentos rápidos, práticos e digitais, com ênfase em merchandising e relacionamento com o cliente. Mais do que ensinar técnicas de vendas, os programas de T&D de alto impacto devem formar profissionais com soft skills como empatia, escuta ativa, comunicação e adaptabilidade, além de competências digitais, fundamentais para interpretar dados, personalizar atendimentos e oferecer uma experiência omnichannel. Essas habilidades são cada vez mais decisivas para criar um atendimento diferenciado e fidelizar clientes em um mercado altamente competitivo.
A verdadeira transformação acontece quando o RH atua de forma integrada com a área de Vendas. O RH moderno deixa de ser apenas executor de treinamentos e se posiciona como parceiro estratégico das operações, atuando na estruturação de trilhas de aprendizagem personalizadas, alinhamento com os objetivos do negócio e mensuração do ROI dos treinamentos em tempo real. Essa colaboração estratégica torna o desenvolvimento de pessoas contínuo, escalável e, sobretudo, orientado a resultados.
Quando lideranças de loja, gerentes de vendas e profissionais de RH atuam de forma colaborativa na construção de programas de capacitação, o resultado é uma força de trabalho mais engajada, preparada e conectada às metas do negócio. Essa coesão se reflete diretamente em melhor atendimento, maior taxa de conversão e aumento da fidelização dos clientes.
A mensagem é clara: treinar é preparar o presente para o futuro. Mas treinar com estratégia é dar início ao futuro agora. Em um setor em constante transformação, o varejo que aprende mais rápido é o que cresce de forma sustentável. Nesse processo, o RH assume um papel protagonista, conduzindo a evolução cultural e operacional que definirá os vencedores do novo varejo.
E se ainda há empresas que enxergam o treinamento como custo, qual o valor das perdas provocadas pelos déficits nas operações comerciais? Com base em tudo isso, fica a provocação: por que algumas empresas ainda não utilizam o treinamento de forma estratégica? Por que ainda investem tão pouco em algo que comprovadamente traz tanto retorno?
Com uma trajetória sólida de mais de seis anos na companhia, marcada por resultados consistentes, reconhecimentos relevantes e forte alinhamento aos valores de Trabalho, Respeito, Credibilidade e Amor de Dono, Socorro Viana assume a nova Diretoria de Gente & Gestão da Cialne. Ela se torna a primeira mulher a ocupar o cargo na companhia de alimentos.
No último ano de 2025, à frente das iniciativas de Gente & Gestão e em parceria com os times, Socorro liderou entregas estratégicas que contribuíram para o alcance de metas e para importantes reconhecimentos institucionais, consolidando a Cialne como referência no mercado. Entre as conquistas, destacam-se o Prêmio Pessoas Conectadas, do Stratws One; o Prêmio Empresas que Cuidam, da Unimed Fortaleza; e o 5º lugar no ranking das Melhores Empresas para Trabalhar no Ceará, pela GPTW Brasil.
“Assumir a Diretoria de Gente & Gestão é, para mim, dar continuidade a uma construção feita a muitas mãos. Nosso foco é fortalecer a cultura, cuidar das pessoas e criar um ambiente onde cada colaborador se sinta ouvido, valorizado e preparado para crescer junto com a Cialne. As práticas de gestão de pessoas são fundamentais nesse caminho, porque é no diálogo, no desenvolvimento e no cuidado diário que construímos relações de confiança.”, afirma Socorro Viana, Diretora de Gente & Gestão da Cialne.
A criação da nova Diretoria de Gente & Gestão reforça o compromisso da Cialne com a valorização das pessoas, o fortalecimento da cultura organizacional e a evolução contínua dos processos de gestão, em sintonia com os desafios do negócio e a estratégia de crescimento sustentável da companhia.
SOBRE A CIALNE
Com quase 60 anos de história, a Cialne é referência no setor de alimentos nas regiões Norte e Nordeste e, recentemente, também no Sudeste, após a aquisição da Granja São José, em São Paulo. A companhia é líder na avicultura, fornecendo a genética Aviagen Ross® e atuando na produção e comercialização de ovos férteis, pintinhos de um dia e frangos de corte. Além disso, opera na agroindústria, produzindo rações para aves e bovinos.
Atualmente, a empresa conta com cerca de 1.227 colaboradores diretos, distribuídos em Fortaleza e Região Metropolitana (Aquiraz, Guaiúba, Paracuru, Paraipaba, Maranguape e São Gonçalo do Amarante), além dos grandes mapas de produção nas unidades de Ubajara e, recentemente, Pentecoste, ao investir cerca de R$ 54 milhões e gerar mais de 65 empregos diretos no interior do estado com a construção de uma granja de avós. A Cialne também possui operações nos estados do Maranhão, São Paulo e Minas Gerais.
Atualmente, a Cialne é a única empresa do Norte e Nordeste que possui granjas de avós especializadas na geração de pintos matrizes de pescoço pelado. Ao todo, conta com 35 unidades de produção, 15 integrados e uma produção aproximada de 74 milhões de quilos de frango de corte por ano.
SERVIÇOS
Cialne – Companhia de Alimentos do Nordeste
Endereço: Av. Presidente Costa e Silva, 2067 – Mondubim, Fortaleza/CE – 60761-505
A história de quem fez da crise um método e da reestruturação um ecossistema financeiro
A trajetória de Kleber Almeida nunca seguiu o caminho mais confortável do mercado financeiro. Enquanto muitos profissionais buscavam posições seguras, ele optou por atuar onde o risco era maior. Em 2008, mergulhou na área de Recuperação Judicial da Avis Brasil, em um período em que o tema ainda era pouco explorado no país e cercado de estigmas.
Essa vivência no centro das crises corporativas se tornou a base de um modelo de negócio que hoje sustenta o Grupo SOGNO, holding que reúne soluções em gestão, consultoria financeira e securitização, com foco em operações complexas e empresas sob pressão de caixa.
Kleber Almeida | CEO do Grupo SOGNO – Crédito da Foto: Divulgação
Formado em Administração, com especializações em Controladoria e Finanças pela FGV e em Indústria 4.0 pela FAAP, Kleber construiu uma carreira híbrida, conectando finanças tradicionais, tecnologia e infraestrutura de pagamentos. Ao longo dos anos, passou por projetos estratégicos em BaaS e cibersegurança, atendendo instituições como Itaú, HSBC, Finasa, BCN e Bank Boston, além de integrar o Comitê Estratégico da VISA, nos Estados Unidos.
Essa combinação de experiência técnica e visão global passou a ser aplicada em um dos contextos mais sensíveis do mercado: empresas endividadas, com passivos relevantes, risco reputacional e necessidade urgente de reorganização financeira. Como membro da Turnaround Management Association (TMA) no Brasil, Kleber atua diretamente na construção de soluções para cenários em que o erro custa caro e o tempo é escasso.
Durante mais de uma década, a Foster Capital, holding que antecedeu o Grupo SOGNO, consolidou sua atuação em consultoria financeira e gestão empresarial. No entanto, o ano de 2024 impôs desafios atípicos até mesmo para quem está acostumado a lidar com crises: rupturas internas, negociações mal conduzidas e a perda de clientes estratégicos pressionaram a operação e exigiram uma revisão profunda do modelo.
Escritório do Grupo SOGNO no Brooklin Novo / SP – Crédito da Foto: Divulgação
A resposta veio com uma decisão estrutural: reavaliar processos, reduzir custos fixos, reorganizar áreas-chave e reposicionar a proposta de valor. Esse movimento culminou no rebranding da Foster Capital para Grupo SOGNO, uma mudança que foi além do nome e representou uma nova tese de atuação.
Inspirado na palavra italiana “sogno”, que significa sonho, o grupo nasce com uma abordagem pragmática. A holding foi desenhada para integrar inteligência estratégica, gestão de passivos, crédito estruturado e tecnologia de dados, atendendo empresas que precisam mais do que soluções convencionais.
Desde então, o Grupo SOGNO ampliou sua presença no mercado, com captações relevantes nos últimos anos e reconhecimento crescente pela capacidade de estruturar negociações complexas, especialmente em operações distressed, onde poucos players estão dispostos a atuar.
Rebranding do Grupo SOGNO – SOGNA GESTÃO, SOGNARE CONSULTING e SOLID BANK
O ecossistema é sustentado por três frentes principais. A Sognare, responsável pela consultoria estratégica e financeira, atua em planejamento, recuperação judicial e extrajudicial, gestão de passivos e operações de M&A. O Solid Bank concentra as operações de securitização e crédito estruturado, com foco em FIDCs e reorganização de dívidas corporativas. Já a Sogna é dedicada à gestão operacional e inteligência de dados, oferecendo BPO financeiro, due diligence e relatórios com Business Intelligence.
Mais do que números de captação, o diferencial do Grupo SOGNO está na capacidade de lidar com passivos sensíveis, negociações hostis e ambientes de alta volatilidade. Para empresas em situação crítica, isso representa tempo, reorganização financeira e preservação de ativos. Para o mercado, significa um parceiro capaz de absorver complexidade e transformar cenários adversos em oportunidades estruturadas.
Kleber Almeida | CEO do Grupo SOGNO – Crédito da Foto: Divulgação
Hoje, o Grupo SOGNO se posiciona como um ecossistema financeiro preparado para atuar onde o risco é alto e as soluções precisam ser precisas. Para Kleber Almeida, o reposicionamento simboliza a consolidação de uma visão construída ao longo de mais de duas décadas lidando com crises, reestruturações e negociações de alta complexidade.
As recentes discussões sobre possíveis mudanças na legislação de formação de condutores colocaram as autoescolas no centro do debate nacional. Em meio às propostas de flexibilização do processo de habilitação, cresce também uma reflexão importante: o quanto as aulas e as autoescolas são essenciais para a segurança e a organização do trânsito brasileiro.
Há décadas, os donos de autoescola investem em estrutura, tecnologia e profissionais capacitados para formar motoristas preparados não apenas para passar em um exame, mas para conviver com responsabilidade nas ruas e estradas. A formação vai muito além de aprender a dirigir — envolve educação no trânsito, consciência coletiva e respeito à vida.
Os últimos acontecimentos legislativos acenderam um alerta no setor e na sociedade. Especialistas e entidades reforçam que qualquer avanço nas regras deve caminhar junto com qualidade no ensino, previsibilidade jurídica e valorização de quem atua diariamente na base da formação dos condutores.
Em um país que ainda enfrenta altos índices de acidentes, as aulas práticas e teóricas seguem sendo um diferencial fundamental. São elas que ajudam a transformar candidatos em motoristas mais seguros, atentos e preparados para situações reais do trânsito.
Mais do que um debate técnico, o momento reforça algo simples e essencial: investir em autoescolas é investir em vidas, em mobilidade responsável e em um trânsito melhor para todos.