Especialista esclarece os cuidados antes de procedimentos como lipoaspiração e explica por que complicações graves são raras — desde que o paciente escolha o profissional certo
A morte da empresária e influenciadora Natália Cavanellas, de 40 anos, durante uma cirurgia estética em São Paulo reacendeu o alerta: afinal, procedimentos como lipoaspiração são mesmo perigosos? Quais são os riscos reais? O que é mito e o que é verdade nesse universo da cirurgia plástica, tão desejado por milhares de brasileiros?
Para a cirurgiã plástica Dra. Pamela Massuia, especialista em contorno corporal e com mais de 3 mil cirurgias realizadas, a resposta é clara: sim, há riscos — como em qualquer procedimento médico —, mas eles são bastante baixos quando todos os protocolos são respeitados e o paciente é bem preparado.
“O medo é legítimo, principalmente após um caso tão impactante, mas ele precisa vir acompanhado de informação. O problema é quando esse medo paralisa ou coloca todos os cirurgiões sob suspeita. Isso é injusto e perigoso”, explica a médica.
Brasil é líder mundial em cirurgias plásticas
O Brasil é o país com maior número de cirurgias plásticas no mundo, à frente dos Estados Unidos, segundo dados da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética). A lipoaspiração é um dos procedimentos mais realizados no país, ao lado de mamoplastia e rinoplastia.
Apesar da popularidade, os procedimentos ainda são cercados de desinformação, pressa e falta de critérios na escolha do profissional. Muitos pacientes buscam clínicas por indicação informal, redes sociais ou preço — e deixam de lado a checagem mais importante: a formação e a experiência do cirurgião, além do registro de especialista ativo em cirurgia plástica (RQE).
Mitos e verdades sobre lipoaspiração, segundo especialista
Para orientar quem está considerando uma cirurgia, a Dra. Pamela elenca os principais mitos e verdades:
Mito: “Toda lipo é arriscada” Verdade: Lipoaspiração, como qualquer cirurgia, tem riscos. Mas quando é feita por um cirurgião com registro de especialista, com exames em dia e em ambiente hospitalar adequado, as complicações graves são raras. “A maior parte dos casos de complicações vem da combinação de fatores como excesso de procedimentos, ambientes inadequados, profissionais sem especialização e pacientes sem preparo”, alerta a médica.
Mito: “Quanto mais gordura tirar, melhor o resultado” Verdade: Existe um limite seguro de retirada de gordura (geralmente 7% do peso corporal). Ultrapassar esse valor pode gerar instabilidade hemodinâmica e risco à vida.
Mito: “É só estética, então é simples” Verdade: Toda cirurgia plástica é um ato médico sério, com exames pré-operatórios, avaliação clínica, jejum, anestesia, internação e recuperação.
Mito: “Se é em hospital, está tudo certo” Verdade: Além da estrutura do hospital, é fundamental que o médico tenha registro de especialista ativo (RQE) e experiência na área. A participação em sociedades médicas, como a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) ou a BAPS (Brazilian Association of Plastic Surgeons), pode ser um diferencial, mas não é obrigatória.
Mito: “Um médico que faz muitos procedimentos juntos é mais prático” Verdade: Fazer múltiplas cirurgias ao mesmo tempo (como lipo, enxerto, prótese, abdominoplastia) prolonga o tempo anestésico e aumenta os riscos. O ideal é limitar o tempo de cirurgia e o número de áreas operadas.
O que avaliar antes de operar?
A Dra. Pamela orienta os pacientes a se atentarem a pontos cruciais:
Verificar se o médico tem registro de qualificação de especialista (RQE) ativo em cirurgia plástica
Confirmar a formação em cirurgia plástica e sua experiência com o procedimento desejado
Checar o local da cirurgia (hospitais com UTI, centro cirúrgico completo)
Exigir avaliação clínica e exames antes da data da cirurgia
Evitar decisões por impulso ou baseadas apenas em redes sociais
“O paciente também tem responsabilidade. Ele deve fazer perguntas, entender o procedimento, saber os riscos e confiar que o médico pode, inclusive, dizer ‘não’ a um pedido estético quando isso for necessário para preservar sua saúde”, afirma.
Lipo HD, LAD, enxerto, prótese… o que muda em cada técnica?
Nos últimos anos, a lipoaspiração ganhou novas versões e siglas, como lipo HD, LAD e lipoescultura com enxerto glúteo. Para leigos, parece tudo igual. Mas as abordagens, indicações e riscos são diferentes.
Lipo HD (ou LAD): feita para realçar o contorno muscular. Exige mais precisão e cuidados, especialmente com cânulas finas e áreas delicadas.
Enxerto glúteo: A gordura retirada do corpo é injetada nos glúteos. O maior risco acontece quando a gordura é aplicada dentro do músculo (técnica intramuscular), especialmente sem o uso de ultrassom guiado, o que aumenta significativamente a chance de embolia pulmonar.
Lipo convencional: remove gordura de áreas específicas, sem necessariamente modelar a musculatura.
“O enxerto glúteo em plano subcutâneo profundo, especialmente quando guiado por ultrassom, tem risco muito menor. A técnica e os cuidados no intra e pós-operatório fazem toda a diferença”, destaca a médica.
Segurança: o que é feito para reduzir riscos?
Além da técnica adequada, existem protocolos essenciais para garantir segurança em cirurgias plásticas. Dra. Pamela destaca alguns deles:
Uso de ultrassom para guiar o enxerto glúteo, evitando que a gordura seja injetada no músculo
Aplicação de gordura na camada subcutânea profunda, não no plano intramuscular
Manta térmica, bota pneumática, meia de compressão e medicamentos preventivos durante a cirurgia
Deambulação precoce e continuidade da profilaxia no pós-operatório para evitar trombose
Casos como o de Natália devem servir de alerta, não de pânico
Diante do caso de Natália Cavanellas, a cirurgiã reforça a importância de não generalizar ou demonizar os procedimentos estéticos:
“A cirurgia plástica salva a autoestima de muita gente. Quando feita com critério, ela transforma positivamente. O que precisamos é de mais informação, responsabilidade e consciência — dos dois lados: paciente e médico”, conclui Dra. Pamela.
Audição, paladar e olfato — três dos cinco sentidos fundamentais do corpo humano — estão diretamente ligados à atuação do médico otorrinolaringologista. Ainda assim, muitos pacientes só procuram atendimento quando sintomas como obstrução nasal, dores de garganta, alterações na voz, ronco ou dificuldade para respirar durante o sono já estão em estágio avançado.
Segundo o médico otorrinolaringologista Ronaldo R. Américo, formado pela Faculdade de Medicina do ABC em 2003, a especialidade concentra a avaliação de diversas funções essenciais relacionadas à região de cabeça e pescoço. Com residência médica em Otorrinolaringologia pelo Hospital Edmundo Vasconcelos e estágio em Laringologia e Voz no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o especialista atua atualmente nas áreas de rinologia, laringologia e voz, bem como distúrbios relacionados com a apneia obstrutiva do sono, focando sua atuação principalmente na realização de procedimentos cirúrgicos como cirurgias nasossinusais endoscópicas, microcirurgias das pregas vocais, cirurgias do ronco e apneia obstrutiva.
Créditos da Foto: Divulgação
De acordo com o médico, muitos dos problemas tratados pela especialidade apresentam sintomas iniciais que podem ser confundidos com condições passageiras. Para ele, um dos principais sinais de alerta é a persistência ou o agravamento dos sintomas ao longo do tempo. “Sintomas iniciais podem ser observados clinicamente, mas quando há persistência ou piora do quadro, o ideal é buscar avaliação com um especialista”, afirma.
Entre as queixas mais frequentes relatadas em consultório estão a obstrução nasal, secreção nasal e faríngea persistente, dores de garganta frequentes, infecções repetidas do Trato Respiratório Superior, alterações na voz, perda de audição, ronco e apneia obstrutiva do sono. Para investigar essas condições, o atendimento começa com exame clínico detalhado de ouvidos, nariz e garganta. Segundo o especialista, esse primeiro contato é fundamental para direcionar o diagnóstico, especialmente porque muitas estruturas avaliadas estão localizadas em cavidades do corpo.
Créditos da Foto: Divulgação
Dependendo da suspeita clínica, podem ser necessários exames complementares. Entre os mais utilizados estão a endoscopia da via aérea superior, como a nasofibroscopia e exames de imagem, como tomografia computadorizada.
Créditos da Foto: Divulgação
Outros recursos diagnósticos incluem exames auditivos, como audiometria, além da polissonografia, utilizada para investigar múltiplos distúrbios do sono, entre eles a apneia obstrutiva. Exames laboratoriais de sangue, cultura de secreções e até mesmo pequenas biópsias podem ser necessários.
Segundo o Dr. Ronaldo R. Américo, a otorrinolaringologia atualmente reúne diversas subespecialidades, como rinologia, otologia, faringolaringologia, cirurgia da base do crânio, estomatologia, otoneurologia e medicina do sono. Para o médico, esse nível de especialização explica por que, em determinadas situações, um paciente pode ser encaminhado para outro profissional da mesma área com atuação mais específica. “A otorrinolaringologia abrange muitas subespecialidades e conhecimentos específicos. Por isso, não é incomum que um especialista encaminhe o paciente para outro colega com atuação mais focada em determinada área”, explica.
Mais informações podem ser acompanhadas nas redes sociais do especialista pelo Instagram @dr.ronaldoamerico.
A Equipe DX inaugura no próximo dia 21 de março (sábado) sua terceira unidade em Santo André e prepara uma programação especial para marcar a abertura do novo espaço. A academia, localizada na Rua das Caneleiras, 256, amplia a atuação da marca no ABC Paulista, onde já mantém duas unidades em São Caetano do Sul.
Para a data de inauguração, estão previstas cinco aulas consecutivas, com expectativa de reunir mais de 100 alunos ao longo da manhã. As atividades acontecerão às 7h, 8h10, 9h20, 10h30 e 11h40. Segundo a direção, haverá sorteio de brindes de parceiros e condições especiais para novas matrículas durante o evento.
Créditos da Foto: Divulgação
Fundada em 2015 por Rennan Bechelli dos Santos e Marcio Del Poente, a Equipe DX começou com aulões em parques públicos. Segundo eles, o nome DX deriva de uma analogia do grego e significa “força inteligente”, conceito que orienta a metodologia aplicada pela equipe. Em 2017, o projeto já reunia cerca de 80 alunos em quatro cidades, incluindo Santo André.
Créditos da Foto: Divulgação
De acordo com a diretoria, a decisão de abrir o primeiro espaço físico ocorreu em 2019, após um período de crescimento das turmas ao ar livre. A primeira unidade, intitulada de DX1, foi inaugurada em 18 de Janeiro de 2020, na Rua Rio Grande do Sul, 664, em São Caetano do Sul. Sessenta dias depois, o lockdown da pandemia exigiu a adaptação das atividades para o formato digital. Para manter a operação e os professores, a equipe concentrou esforços no atendimento online enquanto reorganizava as turmas presenciais.
Créditos da Foto: Divulgação
Atualmente, além da DX1, a marca também opera a DX2, na Avenida Goiás, 3065, em São Caetano do Sul. A nova unidade, a DX3, em Santo André, surge para atender uma demanda já existente. Segundo Rennan, há alunos da cidade que se deslocam até São Caetano apenas para treinar com a equipe. “Nossa comunidade já está ansiosa pela inauguração. Queremos criar novas conexões e acolher pessoas que ainda não conhecemos”, afirma.
Créditos da Foto: Divulgação
O método aplicado pela Equipe DX é baseado na adaptação individual. Segundo a direção, o treinamento é estruturado para atender desde pessoas sedentárias até atletas de alto rendimento, com ajustes específicos para cada perfil. A proposta é oferecer treinos considerados inteligentes, seguros e adequados ao nível de cada aluno.
A academia atende majoritariamente pessoas entre 30 e 45 anos, mas também desenvolve atividades para crianças a partir de 10 anos e para o público da terceira idade. De acordo com Rennan, o mesmo método é utilizado para todos, com as adaptações necessárias. A equipe também é responsável pela preparação física de atletas profissionais e olímpicos, como as mesatenistas Bruna Takahashi e Giulia Takahashi, além de equipes profissionais femininas de basquete e vôlei da região e categorias de base e profissional do futsal.
Créditos da Foto: Divulgação
Outro braço de atuação da marca é a formação profissional. Segundo dados da direção, mais de 1.400 profissionais já foram capacitados em 14 estados brasileiros e em Portugal. A Equipe DX também informa ter realizado capacitações para clubes das séries A e B do futebol profissional, entre eles Sport Club Corinthians Paulista, Santos Futebol Clube, Sport Club Internacional e Associação Portuguesa de Desportos.
Para Rennan Bechelli, a chegada a Santo André representa a ampliação do propósito que motivou o início do projeto. “Nosso objetivo é continuar crescendo sem perder a essência: cuidar de pessoas por meio do movimento”, declara.
Créditos da Foto: Divulgação
Mais informações sobre horários, modalidades e matrículas podem ser obtidas pelo telefone (11)960334225. A Equipe DX também divulga conteúdos e atualizações pelos perfis no Instagram @equipe.dx e @dx.educa, e pelo site www.equipedx.com.br.
Serviço Equipe DX DX1 – Rua Rio Grande do Sul, 664 – São Caetano do Sul DX2 – Avenida Goiás, 3065 – São Caetano do Sul DX3 – Rua das Caneleiras, 256 – Santo André Telefone: (11)960334225 Site: www.equipedx.com.br Instagram: @equipe.dx | @dx.educa
A Greenlife Academias inaugurou sua primeira unidade em São Paulo, na Barra Funda, marcando a entrada da rede no maior mercado fitness do país. A operação integra um plano de expansão que prevê investimento de R$ 100 milhões na capital paulista e a abertura de dez unidades até o fim de 2026, com estimativa de geração de 1.000 empregos diretos.
A unidade foi estruturada dentro do conceito de “resort urbano” modelo que amplia a proposta tradicional de academia ao integrar treino, serviços, convivência e ambientes de permanência em um único espaço. A estratégia busca elevar o tempo de retenção do aluno e fortalecer a recorrência, dois indicadores-chave no setor.
Instalada na Avenida Presidente Castelo Branco, a operação tem capacidade média para 3 mil alunos ativos. Considerando o plano completo de expansão, a rede projeta alcançar até 30 mil alunos na cidade nos próximos anos.
Créditos da Foto: Divulgação
Segundo a empresa, a entrada em São Paulo representa um movimento de consolidação nacional após a expansão no Nordeste. A capital paulista foi escolhida pelo potencial de escala e pela maturidade do consumidor, que tem demandado estruturas mais completas e experiência integrada à rotina.
Além da Barra Funda, novas unidades estão previstas para bairros como Tatuapé e Moema ainda no primeiro semestre, reforçando o posicionamento de longo prazo da rede na cidade.
Créditos da Foto: Divulgação
A expansão ocorre em um cenário de transformação do setor fitness, impulsionado pelo crescimento da economia do bem-estar e pela profissionalização da gestão das redes, com maior foco em retenção, padronização operacional e ganho de escala.